Anthony Hopkins e O Silêncio dos Inocentes: “Olá, Clarice…”

Anthony Hopkins começara no teatro há 30 anos e terminava agora uma peça, M. Butterfly. Apesar de já ser conceituado, sentia alguma frustração e inquietude: O papel da sua vida ainda não chegara. Irritava-o fazer trabalhos para TV como vender os carros da Ford, embora fosse convincente. Hopkins era um purista quanto à representação teatral,…

Meiko Kaji – A Prisioneira Escorpião: Justiceira da Terra do Sol Nascente

Em 1972, surgiu Female Prisoner #701: Scorpion (Joshû 701-gô: Sasori), um grande sucesso e um dos filmes que melhor demonstra o carisma de Meiko Kaji. A atriz interpreta uma mulher que se apaixona por um polícia, é traída, aprisionada e foge para obter vingança. Se isto soa familiar é porque Tarantino “homenageou” essencialmente tudo em…

Jane Got a Gun (As Armas de Jane): Natalie Portman acerta no alvo

As Armas de Jane é um sinal de que o cinema americano ainda vai tendo uma ou outra “arma” decente; é um filme com história, enredo, bons atores e, como tal, não está a ter, por agora, grande aceitação, que o deixa com uma pontuação de 5,7 na IMDb, o que geralmente se atribui a…

Tomas Milian: Not only spectators have big screen heroes

The actor, born on 3/3/1933, chose the Adidas sneakers with three stripes when he created his most famous character. (To escape quicker from the police, not for advertising purposes.) On the other hand, the introverted Milian wanted to run away, but from himself. Thus, he modeled this good-hearted criminal in accordance to whom he’d like…

Tomas Milian: Não só os espectadores têm heróis do grande ecrã

O ator, que nasceu a 3/3/1933, escolheu as sapatilhas Adidas com três faixas ao criar o seu personagem mais famoso. (Para fugir melhor da polícia, não pela publicidade.) Por um lado, o introvertido Milian queria fugir, mas de si próprio. Assim, moldou este marginal de bom coração de acordo com quem gostaria de ser. E…

Maurizio Merli: O Comissário de Ferro, honesto e fora-da-lei

14 filmes em cinco anos, entre 1975 e 1980. Sucesso colossal e o esquecimento. Em 1989, morre de ataque cardíaco aos 49 anos. Maurizio Merli era o imperador do policial, que até fazia a polícia acorrer aos cinemas para evitar motins. Entre o idealismo e o realismo, era um cínico desiludido, sempre a esbarrar contra…

Henry Fonda faria hoje 110 anos: O homem que era a consciência da América

Henry Fonda era o oposto do que se esperava em Hollywood: A maioria das estrelas evitavam personagens atormentadas, preferindo o glamour e passadeiras vermelhas. Fonda não era assim; as suas convicções pessoais eram firmes. Era alguém que adorava a América, mas odiava frequentemente o que ela fazia às pessoas e o que as pessoas faziam…

Os gialli de Edwige Fenech: O vício é uma porta fechada e só ela tem a chave

Edwige Sfenek, atriz argelina, natural de Annaba, é para muitos a rainha do giallo e um dos maiores ícones do cinema italiano. Entre 1970 e 1975, protagonizou cinco filmes de mistério/terror/thriller, hoje incontornáveis. Não é exagero dizer que, se não fosse a sua presença e carisma, estas obras não teriam o mesmo impacto. Da genialidade…

Bruce Lee e o papel das mulheres no nascimento do Kung Fu

Há várias conceções erróneas acerca de Bruce Lee e das artes marciais em geral. Alguns pensarão que o Kung Fu, por exemplo, foi uma arte criada por homens, com fins violentos, nascida na China. Esquece-se muitas vezes que as mulheres tiveram um papel fulcral no nascimento das artes marciais, tal como Bruce Lee as aprendeu….

Mel Gibson e os 25 anos de Hamlet: “O resto é silêncio”

O personagem mais importante para Mel Gibson não foi Mad Max, Martin Riggs de Arma Mortífera ou sequer Wallace de Braveheart. Foi Hamlet, talvez o maior papel alguma vez escrito para um ator e também um dos maiores desafios. E como é que um americano, que viveu tanto tempo na Austrália, representa um príncipe dinamarquês…