Em defesa de Angelina Jolie

Noticiam as agências: “Angelina Jolie hospitalizada a lutar pela vida, diz tabloide americano”. O National Enquirer diz que a atriz Angelina Jolie está internada e a lutar pela vida devido a “uma combinação de cancro, anorexia e paranoia”. De acordo com a mesma publicação, o peso da atriz ronda agora os 35 quilos. Fontes próximas do casal Jolie-Pitt afirmam que o ator está tão frustrado com a debilidade da esposa que já ameaçou divorciar-se. Várias publicações britânicas e norte-americanas publicaram recentemente vários artigos a comentar a magreza de Jolie, descrevendo-a como…”

angelina jolie hackers

Isto é do jornal I. (Corrigido.) “I” de quê, já agora?… Talvez de indecência. Ignorância? Mas é global. Vi pela primeira vez Angelina Jolie em Hackers (1995) e vi ali um rosto muito diferente do que havia na altura, bem como um modo de representar mais esquivo, ainda “imberbe” mas com potencial. Só anos depois soube que era filha de Jon Voight, o que pouco me interessou, visto que não gostei dos seus filmes seguintes, embora tenha pensado, “vingou, ótimo”. Mas também tenho pouco em comum com o terminalmente invejoso povo português.

“‘Jolie’ means ‘pretty’ in French.” Isto é o que diz a IMDb… e depois estas notícias que já se arrastam há algum tempo. As pessoas não entendem o “jolie”. Não entendem que são pessoas. Não entendem nada, a não ser que saquem do telemóvel ou o tenham sempre na mão, o que me faz sempre lembrar o Videodrome. Então entendem tudo. E ficam ignorantes como dantes.

Perdi o interesse rapidamente pela rapariga do Hackers, devido às suas escolhas de carreira e filmes. Vocacionou-se para estrela de cinema. Trabalhou com os Clints desse mundo (que não é o meu, felizmente) Ficou tudo fascinado pela beleza, pelo glamour desta pessoa, à qual agora, sem pudor, apelidam de “monstro”. Por que entrou no mundo hiper-hipócrita e abjecto de Hollywood? Ou por que está doente, como qualquer pessoa pode estar?

Hollywood, praticamente desde que começou, é um meio profissional, se assim lhe podemos chamar, onde, como escreveu Raymond Chandler, está escrito “Sonho”. O problema (que milhões de pessoas não vêem) é que tem um grande letreiro estampado em frente que diz: RESERVADO.

Aliás, Los Angeles está dividida em dois: A parte “moralista”, Streep, DiCaprio, etc., essa gente “boa”. E a outra parte: Centenas ou milhares de raparigas que acabam na pornografia ou que conseguem vingar e algo simplesmente corre mal. Há convivência, desde que os da “outra parte”, a má, não passem para a “boa”. Charlie Sheen, por exemplo, andou para cá e para lá e, talentoso como é, saiu-lhe uma carta… má. O que lamento imenso, porque saiu ao pai com o seu talento.

Jolie teve problemas de saúde. É uma atriz competente, carismática e espero que assim continue. Este tipo de idolatria e atitude de abutre por parte do público, da massa, do jornalistazeco, do “povo” de vida vazia, sempre alimentou Hollywood. Mas a mim, “cinéfilo arrogante”, como já me chamaram, tenho a mania que sei tudo, etc., eu diria apenas deixem a mulher em paz. Se pensam que Hollywood é glamour, vão amanhã fazer uma colecta para idosos. Não vão, pois não? Então, em defesa de Angelina Jolie, que a tratem como um ser humano será também pedir muito a esta humanidade desumana, mediática, profissional, egoísta e… hacker?

David Furtado

Anúncios

Comentários:

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s