Os melhores filmes de 2015: O Princípio e o Fim

Os filmes que vemos também fazem parte da história da nossa vida ou não será esse o Princípio?… E isso é belíssimo… Tentarei resumir os 20 melhores filmes que vi em 2015 (Entre 1952 e 2014). Não sou crítico, escolhi o que vi – a arte e o entretenimento não têm data. Quem acha que tem, não pensa nem se diverte…

Anna Magnani.
Anna Magnani.

Prefiro vê-los do que escrever sobre eles, não tenho tempo. E o tempo é tudo o que temos, disse Hemingway. E, se as ideias contidas num filme podem caber na cabeça de um alfinete, como disse Orson Welles, as ideias contidas nos filmes americanos de hoje também cabem em cabeças de alfinete: 007, Star Wars, Mad Max; vamos lá explodir com toda essa tralha. Por esse motivo, há pouco cinema dos EUA na lista. Italiano, português, francês… mas nada convencido, como sempre, com as participações especiais da atriz X em filmes duvidosos/supostamente sérios para dar suposta “credibilidade” à “Cosa Nostra” de Hollywood, e indiferente ao marketing descomunal de produtos para as massas, enlatados, reciclados, clonados e afins…

Em suma (e espremido), pela terceira vez, esta lista anual e subjetiva inclui obras que vi ou revi. Nomeei as categorias e dei os Óscares, atirando os foguetes e apanhando as canas. (Fazendo a festa sozinho, para quem não entende, como os fãs de Lars Von Trier ou qualquer presunçoso do género…) Chamei a estes Óscares, “Alfies”, em homenagem ao western spaghetti de Sartana. (É um bonequinho que o ajuda na execução das suas tarefas, para quem não viu o filme… Tal como os Óscares fazem…)

Os filmes que vemos também fazem parte da história da nossa vida, como eles se relacionam connosco. O que nos dizem, passado um ano ou 60. Ou não será esse o Fim?… E isso é belíssimo. Ou melhor…

Bellissima (1952)

De facto, já não há atrizes como Anna Magnani. Uma das “obsessões” de Helen Mirren e dotada de um talento e uma personalidade incompatível com qualquer Meryl Stripper de pacotilha. Foi uma das razões por que passei este ano a ver mais filmes e a escrever menos sobre eles, deixando isso para gente mais adequada a “resenhas”. Este filme de Luchino Visconti aborda outro tema que me agrada especialmente: A ilusão da celebridade. Magnani quer tornar a filha famosa no cinema porque a acha belíssima. Belíssimas são também pessoas que fazem filmes deste calibre, que hoje são quase impossíveis de realizar.

The Rose Tattoo (1955)

A Rosa Tatuada, por coincidência, foi escrita de propósito por Tennessee Williams para Magnani. Esta contracenou com Burt Lancaster numa tragicomédia, com semelhante fúria que fez o ator americano dizer que foi a maior atriz com quem contracenou em toda a carreira. É uma tour de force de Magnani (com excelente suporte de Lancaster) e um filme sobre a dignidade acima de tudo, pois quem a perde, perde tudo. Esta obra sempre sofreu os preconceitos do americano bronco e mediano, que via os italianos e a sua criatividade desenfreada com uma certa inveja, até porque Magnani emprega a sua voz e sotaque, Williams era homossexual e Lancaster, como se sabe, bissexual.

Le notti di Cabiria (1957)

Fellini. Não é nada fácil fazer filmes sobre prostitutas de bom coração sem escorregar e cair no melodramático ou o previsível. Com a sua mistura genial, em que o trágico seduz o cómico, As Noites de Cabíria venceu o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1958. Giulietta Masina é extraordinária no papel da prostituta em busca de amor. É um filme para… sorrir de lágrimas nos olhos, e nunca xaroposo.

Il giardino dei Finzi Contini (1970)

Vittorio De Sica realizou um filme com vários temas fortes como o nazismo, a nostalgia de amores perdidos, traição; no fundo, o ADN que certas pessoas têm e com o qual destroem tudo à volta, tornando isto num poema. Premiado com o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, não é uma obra de ação, mas não lhe chamaria “parado”. No entanto, prende do início ao fim, e até demasiado parece ter acontecido em hora e meia. Recordações e cruas realidades de várias personagens entrelaçam-se, interpretadas por um elenco de primeira. Lino Capolicchio, Dominique Sanda, Fabio Testi (sempre mais do que um duplo ou herói de ação), Romolo Valli e Helmut Berger.

La polizia ringrazia (1972)

56456445À letra, “A polícia agradece”, traduzido na versão portuguesa como “Escândalo de Um Crime”… ninguém agradece essa tradução. Enrico Maria Salerno, Mariangela Melato e Mario Adorf, atores de um cinema dito “sério”, numa obra de Steno que carimbou o policial italiano e tudo o que se seguiu. La polizia incrimina la legge assolve, no ano seguinte, asssentou também as bases. (Outro icónico filme de Castellari com Franco Nero.) O que há de interessante nestes filmes é que põem a vida real no ecrã. É a perfeita antítese do enlatado americano. Há surpresas, o herói perde, (não digo aqui), mas chega a ser metralhado com 100 balas, nem 007 balas. Chamo a estes filmes… “As Balas da Morte”. Uma pistola dispara 700 e ninguém dá por isso. Chamem os forsenses para analisar a cabeça do realizador.

Mas em La polizia ringrazia, o público agradece e até bastante por não ser tratado como uma criança com patetices americanas de carros a explodir enquanto bocejamos. Aqui, ficamos de olhos arregalados. Porquê? Porque a vida é assim. Não admira que estes filmes desagradem totalmente a espíritos refinados, comodistas e burgueses que comem pipocas e vêem o último filme americano. Interessante que seja assinado por Steno, que realizou os quatro filmes do Inspector Martelada, num registo cómico e com Bud Spencer. (Agradeço também ter estreado no país em que nasci um mês exato após o meu nascimento… coincidêcias del cazzo.)

Quel gran pezzo della Ubalda tutta nuda e tutta calda (1972)

Edwige Fenech fez muitas comédias nos anos 70, e esta uma das mais divertidas e sagazes. Olimpio tenta arranjar estratagemas para conquistar a Senhora Ubalda, fingindo-se de pintor, que a vem retratar, pois ela é “maravilhousa”. Ubalda foi um marco, encarado de esguelha pelo Vaticano por satirizar o clero. Mas Ubalda deitou abaixo tabus, originou cópias, clones e sequelas.

La vita, a volte, è molto dura, vero Provvidenza? (1972)

Na fase cómica do western spaghetti, Tomas Milian encarna um caçador de prémios que é uma espécie de Charlot excêntrico. Milian podia fazer tudo e criou aqui um personagem burlesco e, dando origem a uma sequela igualmente divertida, Ci risiamo, vero Provvidenza? (1973) também com uma banda sonora apropriada de Ennio Morricone.

7

Film d’amore e d’anarchia, ovvero ‘stamattina alle 10 in via dei Fiori nella nota casa di tolleranza…’ (1973)

Lina Wertmüller foi a primeira mulher a ser nomeada para um Óscar da Academia na categoria de realizadora. Surpreendente, não?

Filme de Amor e de Anarquia ou “Esta manhã, às 10, na conhecida Casa de Tolerância da Rua das Flores…” é o título. É claro que o filme é genial, mas neste momento vou para a conhecida Casa de Tolerância da Rua das Flores e não estou muito preocupado com os conhecimentos cinéfilos de quem lê isto, mas tenho uma grande tolerância. (Ainda que haja limites para a anarquia mental, quanto mais não seja…) Quase me esquecia: Outro filme de Wertmüller teve direito a remake com Madonna no principal papel. Sendo que Madonna teve um hábito compulsivo para subir na horizontal, não devia ter feito um remake deste filme, hum?… Boo… Claro que não. Porque a prostituta deste filme tem cabeça mas é exemplarmente interpretada por Mariangela Melato. E Madonna… é um sucesso de conta quilómetros, passe o humor de WC.

The Outfit (1973)

“Continua a cortar costeletas, amigo…” Dos poucos filmes americanos que apreciei. A história de um homem que se quer vingar de uma organização mafiosa. “Não falo com gente de avental” ou “quero a cabeça dele embrulhada em celofane!” são várias frases clássicas neste filme com Robert Duvall, Karen Black e Joe Don Baker.

Travolti da un insolito destino nell’azzurro mare d’agosto (1974)

Obra hilariante e inteligente. Madonna tentou fazer um remake e saiu uma desgraça. “Madone”… Giancarlo Giannini é um pobre, Mariangela Melato é uma rica. Ficam isolados numa ilha durante um cruzeiro que corre mal. Boa altura para o pobre se tornar um homem das cavernas… com muito humor e também com veracidade. Será que o homem e a mulher mudaram assim tanto? Nem por isso.

Giancarlo Giannini e Mariangela Melato em Travolti da un insolito destino nell'azzurro mare d'agosto.
Giancarlo Giannini e Mariangela Melato em Travolti da un insolito destino nell’azzurro mare d’agosto.

La polizia ha le mani legate (1975)

Claudio Cassinelli protagonizou um interessante comissário nos policiais italianos: Cabelo comprido despenteado, óculos (frequentemente partidos) e propensão para o Citroën Dyane espatifado, de porta ou puxador na mão. Regra geral, está em tensão permanente com os superiores e, como o título sugere, tem as mãos atadas. Cassinelli não tem saídas de Dirty Harry/Clint Eastwood. É um polícia mais terra-a-terra, em parte inspirado por Columbo, personagem muito popular em Itália na época. O talento do ator é notório; confere uma terceira dimensão ao polícia, sem ser espalhafatoso como Maurizio Merli, um duro ou um engatatão. Aliás, nem quer que prendam o suspeito! “Como isto vai…” “Não estou para aturar tais sarcasmos…”, diz o temido superior. Divertido e realista. Destaque para a música de Stelvio Cipriani.

Peur sur la ville (1975)

Belmondo faz cenas de duplos impensáveis até para um duplo. Um grande filme de ação. A caça a um serial killer em Paris.

Jean-Paul Belmondo numa das várias proezas enquanto duplo.
Jean-Paul Belmondo numa das várias proezas enquanto duplo.

La orca (1976)

Com Michele Placido (que oito anos depois seria o Comissário de O Polvo) e Rena Niehaus, que tinha um modo particular de ser uma grande cabra com um ar inocente e provocador. Eriprando Visconti realiza de um modo frio. Uma rapariga é raptada e mantida em cativeiro. O problema é que os raptores, ou melhor, um, em que se centra o drama, não é um psicopata. Mas a refém… é. E assim emerge a orca… O filme é um jogo psicológico. Não diria que no melhor pano cai a nódoa, mas que sob o melhor pano jaz a nódoa. Teve uma sequela interessante mas inferior, no ano seguinte, Oedipus orca. Para quem gosta de mind games ou do suposto “eurolixo”, tantas vezes melhor que o prime time americano.

The Long Good Friday (1980)

O que podia ser um mero “filme britânico de gangsters” tornou-se numa das obras que impôs o cinema britânico além-fronteiras. Com muito humor negro, Bob Hoskins (naquele que é talvez o seu melhor desempenho) quer saber quem lhe anda a tramar o negócio mafioso em Londres, colocando bombas numa sexta-feira santa. Chamaram obra-prima a este filme “pascoal” de John Mackenzie que combina a brutalidade de marginais com humor e uma fluidez de cariz inesperado. Nem sabemos a que género de filme assistimos – apenas que é bom e diverte. Com uma banda sonora excelente de Francis Monkman. Helen Mirren, ainda longe de se tornar uma “estrela de cinema”, demonstra a sua versatilidade. A atriz recorda que foi uma ótima experiência contracenar com Hoskins, o que não admira, pois este é fulgurante.

Kilas, o Mau da Fita (1980)

Provavelmente, o que o cinema português podia ter sido, caso tivesse mais meios. José Fonseca e Costa, falecido este ano, criou a coisa verdadeira, repleta de humor, adequada à realidade portuguesa, tal como os italianos faziam às catadupas. Mário Viegas, um dos maiores atores portugueses de sempre, é aqui bem apoiado por Lia Gama, Luís Lello, Lima Duarte, Paula Guedes e Adelaide Ferreira num pequeno papel. Grande banda sonora de Sérgio Godinho. O meu filme português favorito lembra-me uma citação de Sartana: “É sempre o mesmo em todo o lado. Os piolhos ricos são ricos. Os piolhos pobres são piolhos.”

Lia Gama e Mário Viegas em Kilas, o Mau da Fita.
Lia Gama e Mário Viegas em Kilas, o Mau da Fita.

The Pride of Jesse Hallam (1981)

Este telefilme prova que a interpretação de alguém que nem foi ator, Johnny Cash, pode ter arestas por limar mas é bem mais convincente do que todas as arestas limadas como um berlinde. Ora, ao passo que Meryl Stripper interpreta, Johnny Cash “é” este homem cuja grande barreira no mundo consiste no seu analfabetismo e no orgulho que o impede de o admitir. Eli Wallach e Brenda Vaccaro são um bom suporte para o que foi o melhor desempenho de Cash num filme, e que surpreende muita gente.

The Breakfast Club (1985)

John Hughes soube, como ninguém, fazer filmes sobre adolescentes que não eram imaturos. O Rei do Gazeteiros (Ferris Bueller’s Day Off) que marcou e marca toda a gente que o viu. Hughes também escreveu o argumento de Sozinho em Casa (Home Alone). Mas não é por isso que é lembrado. É raro o adolescente de 16 anos que não quisesse como namorada Molly Ringwald, a ruiva de Sixteen Candles (1984) e Pretty in Pink (1986). Ringwald recusou colaborar em Some Kind of Wonderful (1987), dando lugar a Mary Stuart Masterson, que, no papel da baterista sensível e streetwise, rivalizou seriamente com Ringwald.

Molly Ringwald, ainda que vítima do typecasting, não fica esquecida.
Molly Ringwald, ainda que vítima do typecasting, não fica esquecida.

Nos filmes de John Hughes – e custa-me escolher só este – há uma mistura de conto de fadas com arquétipos, realidade e uma imaginação de que nem os vencedores dos prémios literários portugueses se poderiam alguma vez gabar. Parecem personagens de Dostoiévski num filme americano de teenagers. Era essa a arte de John Hughes.

Le déclic (1985)

Florence Guérin.
Florence Guérin.

Baseado na banda desenhada de Milo Manara e protagonizado por Florence Guérin, atriz que, na década de 80, era bastante requisitada para papéis eróticos. Aqui, interpreta uma mulher que, à mercê de uma máquina, vê despoletados os seus impulsos sexuais, quando o inventor carrega num botão. É uma ideia bastante simples, baseada em fantasias masculinas e não só, mas o filme é muito interessante, pois o semi-erotismo não é um motivo por si só. Além disso, Guérin alterna bem entre a mulher “normal” e a “alterada.” Nesta época, era uma atriz que parecia evoluir e querer ultrapassar os confins do cinema erótico europeu.

A ausência de Guérin dos ecrãs deveu-se, em parte, a um acidente de viação a 31 de maio de 1998, em que o seu filho de cinco anos faleceu, por culpa de um condutor embriagado. A atriz ficou em coma e, depois de uma difícil recuperação, incluindo várias cirurgias, alterou o apelido para o nome do filho.

Compliance (2012)

Baseado numa história verídica, este thriller assenta numa história rocambolesca: Alguém liga para um restaurante de fast-food e diz que uma empregada roubou. Fazendo-se passar por polícia, o homem convence a gerente a despojar a empregada de tudo, a esvaziar os bolsos, a despir-se e a abdicar do amor-próprio. Mostra até que ponto o ser humano pode ir, e o resultado da subserviência perante a autoridade e o poder. Algumas cenas são difíceis de ver, não porque haja sensacionalismo, mas porque é inacreditável.

The Fall (2013-)

The Fall atraiu-me a atenção devido à falta de interesse dos espectadores portugueses, um semáforo para o faro do cinéfilo curioso. Sempre gostei de Gillian Anderson, mas não dos Ficheiros Secretos, e muito menos de David Duchovny, que sempre foi um protagonista de filmes pseudo-eróticos convincente. Ora, esta série, ao contrário do esterco que por aí anda, é inteligente.

Anderson procura um serial-killer, um psicopata, um monstro, que é tão boa pessoa… pai extremoso, marido fiável… psicólogo e conselheiro de pessoas em luto, e que por acaso, aperta goelas nos tempos livres. O psicopata aqui não é um canibal como em O Silêncio dos Inocentes, que lambe os beiços após a desgustação de qualquer parte do corpo humano. É um tipo colaborador, simpático, bem-parecido… “Mas não é isso que ele deve parecer?!”, grita, irada, a detetive a um colaborador que o interrogou e libertou.

Jamie Dornan e Gillian Anderson em The Fall.
Jamie Dornan e Gillian Anderson em The Fall.

Gillian Anderson interpreta uma personagem curiosa, pois, à custa do seu trabalho de perseguir homens que violam e matam, acaba por se distanciar de relacões autênticas. The Fall assenta em Prime Suspect e Profiler, duas séries impossíveis de contornar. Filmada na Irlanda e integrando autenticidade, não atrai o espectador português modelo; passivo, com o olho no enlatado ou em qualquer coisa que não dê que pensar. Também gosto disso mas não sempre. Por detrás de The Fall, há uma pesquisa séria sobre a psicopatia, sem perder de vista a “construção” do entretenimento. Isso, nos dias de hoje, é arte. Aliás, a série foi um sucesso inesperado. Ao contrário de Fargo ou Penny Dreadful, (zzz) aguardo com expectativa a temporada seguinte, que deve estar prestes a estrear em 2016. E que o novo ano traga melhores filmes, não de Hollywood, porque daí já pouco ou nada se espera, mas deste mundo tão maltratado por quem o habita e o criou.

ALFIES:

Melhor Atriz Secundária: Mariangela Melato
Melhor Atriz: Anna Magnani
Melhor Ator Secundário: Burt Lancaster
Melhor Ator: Tomas Milian
Melhor Argumento: Barrie Keeffe por The Long Good Friday
Melhor Realizador: José Fonseca e Costa
Melhor Realizadora: Lina Wertmüller
Melhor Filme: La polizia ringrazia
Melhor Banda Sonora: Ennio Morricone e Bruno Nicolai (orquestração) por La vita, a volte, è molto dura, vero Provvidenza? e a sequela Ci risiamo, vero Provvidenza?
Melhor Série de TV: The Fall
Melhor Cena de Duplo: Jean-Paul Belmondo

Melhor… só com mais dinheiro.

FINE

David Furtado

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