Laura Nyro – Eli and the Thirteenth Confession: 13 é o número da sorte

Em 1968, artistas tão diferentes como Frank Sinatra, Chet Atkins, Linda Ronstadt e os Fifth Dimension interpretavam os temas de Laura Nyro, cujo segundo álbum não passou despercebido. Depois de ter gravado o disco de estreia, Nyro saiu de casa dos pais, passando a viver em Manhattan, num bairro popular entre músicos. Era um apartamento pequeno, apenas com espaço para um piano, uma cama e cadeiras. Os pais só permitiram a mudança porque o edifício tinha porteiro, não lhes importava que a zona fosse um paraíso de prostituição.

laura nyro 2 (10)Nyro ia participar num grande evento na Califórnia, o Festival Pop de Monterey, que lançou, em grande medida, os Jefferson Airplane, Jimi Hendrix, os Big Brother and the Holding Company e os The Who. O festival não foi benéfico para Nyro, que, a seu pedido, não apareceu no documentário respetivo (de acordo com o realizador D. A. Pennebaker).

A cantora disse que adorou o ambiente e pressentiu o impacto do festival, mas houve desde logo sinais de que não seria bem recebida. O primeiro foi o encontro com um dos organizadores, Paul Simon, no local. “Olá, sou Laura Nyro e gosto muito do seu álbum.” O músico respondeu com antipatia e rispidez, “não é mau”, antes de lhe virar as costas. Nyro perseguiu o arrogante Simon e meteu-o na ordem, dizendo-lhe: “Quando as pessoas dizem que gostam do meu álbum, agradeço-lhes”, virando-lhe, também ela, as costas.

No Monterey Pop Festival.
No Monterey Pop Festival.

Os responsáveis pelo Festival de Monterey estavam sob a influência de várias drogas, claro; nem o responsável pela iluminação conseguiu ouvir Nyro quando esta lhe disse para a apagar, devido aos efeitos da sua primeira trip de LSD, prejudicando a atuação da cantora. Nyro viria a admitir que tinha fumado marijuana, embora o mais difícil fosse encontrar alguém sóbrio no festival – o público tinha vindo mesmo para esse tipo de festejo, e a cantora, segundo o realizador Pennebaker, “estava demasiado à frente de todos os outros”.

laura nyro 2 (28)A sua atuação foi descrita como um desastre; escreveu-se que tinha sido vaiada e expulsa do palco e, embora isso não tenha sucedido – como o filme recuperado em 1997 por Pennebaker demonstra -, andou lá perto. A própria compositora aproveitou os exageros para admitir que tinha sido uma “crucificação”, acrescentando: “Acredito no grande fracasso e no grande sucesso. Não aprecio nada entre os dois.”

O filme mostra-a a cantar «Poverty Train», tema sobre as consequências nefastas das drogas pesadas (!) e «Wedding Bell Blues». Escolhas desajustadas para uma audiência mergulhada até ao pescoço na cultura da droga. A insegurança de Nyro também é notória.

Após este fracasso, entrou em cena David Geffen e tudo se alteraria.

GOLPE DE SORTE

O realizador e produtor televisivo Steve Binder foi o primeiro a chamar a atenção de David Geffen, dizendo que Laura Nyro daria uma boa convidada no The Steve Allen Show, programa “gerido” pela William Morris Agency, onde Geffen era agente. Depois de ouvir o álbum de estreia, Geffen ficou tão impressionado que contactou o manager da cantora, Artie Mogull. Este disse-lhe, “oh, esqueça-a, ela é maluca”. Segundo Geffen, Mogull ter-lhe-á mesmo chamado “cadela”.

Laura Nyro e David Geffen.
Laura Nyro e David Geffen.

O jovem Geffen, ainda alguns anos antes de se tornar empresário de Joni Mitchell e bilionário, era insistente e encontrou-se com Nyro. Na sua versão, foi a casa da compositora, “um apartamento pequeno, sujo e cheio de gatos”. Achou Nyro uma “rapariga muito estranha, de cabelo pelas coxas, com batom roxo, roupa esquisita e brincos semelhantes a ornamentos natalícios”…

“Ela sentia-se incompreendida por todos os que a rodeavam na época”, diz Geffen. Chegou a especular-se que estava apaixonado por ela, tal o seu fascínio. O agente terá vislumbrado em Nyro uma forma de ir mais longe. A História provou-o, mas também não se pode negar que Geffen era um admirador incondicional da compositora.

David Crosby, dos Crosby, Stills, Nash & Young, também era cliente de Geffen e afirmou: “David sempre foi muito ambicioso, mas havia nele um ‘local’ interessante e desprotegido, ele realmente adorava Laura Nyro. Era uma ‘janela’ para algo dentro dele que não assentava primeiramente no dinheiro.” Era recíproco: Nyro via nele mais do que um manager, era um amigo.

Nyro visita uma sessão de gravação dos CSNY em Burbank. David Crosby, Nyro, Neil Young e Graham Nash.
Nyro visita uma sessão de gravação dos CSNY em Burbank. David Crosby, Neil Young e Graham Nash.

O agente deu uma volta de 180 graus à carreira estagnada da semi-estreante. A primeira manobra foi livrá-la do contrato de management anterior. Contratos assinados por menores de 21 anos tinham de ser revistos pelo tribunal de Nova Iorque. Uma vez que tinha apenas 18 anos ao assiná-lo, Nyro processou Artie Mogull. Geffen chegou a acordo com o anterior manager e, ironicamente, Bob Dylan, enquanto sócio de Mogull, tinha direito a uma parte dos 470 mil dólares que Geffen pagou para readquirir o controlo das canções anteriores de Nyro. Dylan não aceitou o dinheiro por não querer lucrar à custa de outro artista.

Com David Geffen.
Com David Geffen.

Geffen tratou depois de arranjar a Nyro outra editora, e a Columbia Records parecia-lhe a mais prestigiada e poderosa. Além disso, o seu presidente, Clive Davis, estava determinado em apostar num estilo de rock mais contundente, fugindo a música popular e fácil. (Recorde-se que Davis também “resgatou” Lou Reed num mau momento nos anos 70.)

Nyro faz uma insólita audição para Davis, pedindo para baixarem as luzes da sala, ficando apenas iluminada pela luz da TV, enquanto tocava as músicas do seu álbum seguinte. Davis escreveu na sua autobiografia: “O poder das suas composições era de tal ordem que decidi contratá-la de imediato.” Geffen diz que não terá sido tão rápido: “Ele disse que a voz dela era comercial, mas que ela não escrevia canções comerciais.”

Laura Nyro e Beautybelle.
Laura Nyro e Beautybelle.

Entretanto, Nyro mudara-se para um apartamento ligeiramente melhor e, face à insistência dos pais quanto à segurança, arranjou uma guardiã, Beautybelle, cadela pastor-alemão que “recebia” os visitantes à porta. Os talentos culinários de Nyro eram limitados, segundo David Geffen: “Ela não cozinhava. Atum era basicamente a única coisa que sabia fazer: Abria uma lata e punha maionese em cima.” Foi assim que surgiu o nome para a companhia que editaria as canções de Nyro, Tuna Fish Music, muito próspera para Geffen e Nyro, que agora tinha controlo criativo, novo agente e nova editora.

PEDRADAS NO CHARCO

Grande parte das canções que integraram Eli and The Thirteenth Confession tinham sido excluídas do primeiro álbum. No final dos anos 60, era prática comum os artistas lançarem álbuns com um espaço de nove meses, a ritmo desenfreado, laura nyro 2 (11)uma pressão excessiva que ajudou a destruir vários talentos. David Geffen escolheu Charlie Calello, jovem veterano de 29 e já com 10 anos de experiência, para conceber os arranjos. Calello conhecia Nyro – esta tinha-lhe pedido para trabalhar com ela no primeiro disco, mas o músico e produtor estava indisponível na altura.

Calello, Geffen e Nyro reuniram-se em casa da compositora. Calello relembra: “Cheguei lá por volta das oito da noite, Laura baixou as luzes todas, acendeu velas, sentou-se ao piano e tocou-me o álbum completo do princípio ao fim. Quando acabou e acendeu as luzes, eu estava a chorar. Fiquei mesmo impressionado. Disse a David, ‘tenho de fazer este disco’.”

Mais compreensivo do que os produtores de More Than a New Discovery, Charlie Calello começou por gravar Nyro a interpretar os temas ao piano e elaborou arranjos simples: “Se adicionássemos um baixo, a canção estava completa. Se juntássemos bateria, já estava sobrecarregada.” (Calello também agradava fisicamente a Nyro, que preferia homens com ar italiano e uncool.) Ao ouvir o trabalho, a compositora adicionou harmonias vocais, pelo que Calello nem achou necessário contratar vocalistas.

O processo foi mais facilitado, visto que a Columbia adquirira dois aparelhos de oito pistas, numa fase em que as quatro pistas ainda eram padrão. Em janeiro e fevereiro de 1968, as faixas de ritmo foram adicionadas ao vivo, com Nyro a tocar. Apenas dois temas foram transcritos para pauta (Laura não sabia escrever nem ler música) e entregues a Paul Griffin, excelente pianista de rhythm and blues nova-iorquino, que tocou os mais complexos «Farmer Joe» e «Eli’s Comin». Segundo o produtor, os músicos ficavam tão espantados com o material que permaneciam no estúdio, assistindo ao resto das gravações, já depois de terem terminado de gravar as suas partes, ocorrência pouco comum. “Aquilo foi uma experiência.”

laura nyro 2 (21)As sessões decorreram com profissionalismo, excetuando uma ocasião em que Nyro enrolou um charro com 15 cm de comprimento, deixando todos os músicos pedrados. Parava os takes e ria-se, dizendo, “Charlie, sinto as teclas do piano, como as adoro!” O produtor indignou-se, visto que andavam pelo estúdio personalidades importantes do mundo do espetáculo. “Estamos na CBS!”

A este próposito, refira-se que Nyro faz menção aos efeitos do álcool e da marijuana nos temas «Stoned Soul Picnic» e «Sweet Blindness». «Poverty Train» é um alerta para o uso da heroína e contém termos que os utilizadores de drogas duras identificaram perfeitamente. Nyro equipara o uso destas substâncias a um comboio em que se entra e que não pára em nenhuma estação… para se sair.

laura nyro 2 (8)David Geffen diria depois que tomou LSD com Laura Nyro, desdramatizando o uso de estupefacientes por parte da cantora. “Nesses tempos, as pessoas auto-medicavam-se, e Laura fazia muito isso para combater a depressão, a ansiedade, todos os tipos de coisas. Não sou médico, mas testemunhei-o, por assim dizer. Ela caía em enormes depressões devido a homens na vida dela e outras desilusões.” No estúdio, durante a gravação de Eli and the Thirteenth Confession, repreendia-a por fumar droga: “Laura, és tão irresponsável!”

laura nyro 2 (24)Outra coisa que Geffen não apreciava era a indumentária: “Laura, esse vestido é horrendo, como podes usar isso? É quatro números abaixo do teu!” “Mas eu adoro o vestido”, respondia docilmente a cantora. “Não voltes a pô-lo, senão chamo cá pessoas para te verem com esse vestido hediondo!” Calello assistia às conversas: “Eles tinham uma relação de amor/ódio bastante divertida.” O produtor defende-a: “Ela era como uma flor. Era delicada. Entrava no estúdio um dia, totalmente extasiada e depois ficava deprimida quatro dias… não se interessava por dinheiro ou extravagâncias. Queria apenas escrever as suas canções e cantar.”

LAURA’S COMIN’

Eli and the Thirteenth Confession seria aclamado como uma obra-prima. Charlie Calello já o pressentia, pelo que sugeriu a Geffen uma festa de lançamento. O agente, eficaz como poucos na promoção, convidou imprensa, pessoal da editora e organizou um verdadeiro evento, apenas cinco horas depois de concretizada a mistura final do álbum, que terminara às 5 da manhã.

“A maioria daquelas pessoas era dura de ouvido, mas, face a semelhante ajuntamento, acharam que devia ser algo em grande. A carreira dela estava lançada”, recordou Calello. O produtor, insolitamente, foi despedido devido ao entusiasmo. “Costumávamos fazer discos por 15 mil dólares, e eu gastara 36 mil. Recebi uma chamada do chefe do departamento comercial, dizendo que era escandaloso, que eu esbanjava o dinheiro da empresa; e perguntando-me por que fazia aquilo com uma artista de que ninguém ouvira falar.”

laura nyro 2 (27)A foto de Nyro na capa fez com que lhe chamassem Madonna sombria. A contracapa mostrava uma mulher a beijar a cabeça de uma criança. Ambas eram, para desconhecimento de todos, a própria Nyro. Um crítico leu nisto uma “despedida” dos primeiros 17 anos de vida da autora. Outros dois aspetos interessantes: A inclusão das letras, algo que raramente se fazia e, ainda por cima, a tinta em que foram impressas era perfumada, a pedido de Nyro. O curioso é que o perfume sobreviveu aos anos.

laura nyro 2 (26)O estilo de Laura Nyro era pioneiro, e o facto de tocar piano nas suas próprias canções era tão pouco comum que influenciaria Joni Mitchell a optar pelas teclas em grande parte do álbum Blue. As letras e ritmos eram “desalinhados” dos tempos. Nyro até inventava palavras como “surry” em “Stoned Soul Picnic”. A autora dizia apenas que era uma “palavra bonita”, mas o significado é óbvio, ir langorosamente a um piquenique onde se fuma marijuana.

Vocal e musicalmente, Nyro é impressionante: Repare-se no modo como alterna a melodia e o ritmo entre o sincopado e o sedutor no “implacável” «Eli’s Comin», entra e sai do falsetto, com a sua própria voz nos coros, contando uma história paralela, sem seguir as fórmulas da música pop, soul, rock, jazz ou qualquer outra. Nem que ouçamos a canção cinco mil vezes, não se percebe como o faz. Assemelha-se a Jimi Hendrix. O efeito tem uma explicação teórica. Segundo o produtor Calello:

“Ela usava progressões de acordes do rock and roll, mas com um modo único de tocar harmonias. Por exemplo, tocava um acorde de Sol com o baixo em Dó.” (Para quem desconhece solfejo, a nota grave seria convencionalmente um Sol, e o Dó não integra a estrutura do acorde de Sol convencional.)

Calello acrescenta: “Foi uma das primeiras pessoas que conheci a empregar esse estilo e, embora quase todos o tenham feito desde então, ninguém o faz como Laura. Ocorriam-lhe acordes estranhos e alternativos. O seu papel foi fulcral em alterar, harmonicamente, a estrutura da música. Olhamos para um grande quadro e dizemos, “este é um Monet, aquele é um Renoir. Bem, quando ouvíamos uma canção de Laura Nyro, sabíamos que era Laura Nyro.”

O SEXO FORTE

Eli and the Thirteenth Confession demonstra também a sexualidade feminina de modo raramente ouvido na música popular. Na época em que foi lançado (março de 1968), apenas Janis Joplin começava a mostrar essa característica, mas mais num sentido de sexualidade “permissiva”. A essa utopia (promíscua) dos anos 60, Nyro contrapôs uma provocação mais sedutora. Por isso, tornou-se muito apreciada pelo público feminino com as suas letras em que opõe a virgem à prostituta e Deus ao Diabo, sem qualquer sermão religioso à mistura.

Uma crítica assinalou que, na música de Nyro, “a reverência pelo amor é mais possibilitada depois da perda da inocência”. A cantora simbolizava um feminismo mais seguro ou “autoritário”, com dúvidas e lutas interiores e até aventuras, sim, mas sem a perda de identidade inerente ao estilo autodestrutivo e desamparado de Joplin. (Não digo isto como crítica a Janis Joplin, mas sim, a parte do seu público, que parecia e parece deliciar-se mais com a vida infeliz e a aura lendária da cantora do que com o seu talento. Joplin, aliás, sempre o soube.)

O single fracassado de «Eli's Comin» não impediu que Nyro tivesse sucesso.
O single fracassado de «Eli’s Comin» não impediu que Nyro tivesse sucesso.

Os temas de Eli and the Thirteenth Confession são autobiográficos, ainda que Nyro tivesse um temperamento muito reservado. Muitas mulheres não apreciaram o teor confessional de tais canções, mas, como outra disse, “ainda bem que alguém confessava alguma coisa nesses tempos”.

O título, fusão engenhosa entre o tema «Eli’s Comin» e «The Confession», a 13ª e última canção do álbum, alude a um namorado de Nyro, isto segundo Charlie Calello: “As canções tinham sempre um significado qualquer no contexto da sua vida. Eli era um dos seus namorados… não sei se se chamava ‘Eli’, mas foi o nome que ela lhe deu. Ela escrevia experiências e não as conseguia conter numa só canção. Quando juntou os temas, a história toda de Eli and the Thirteenth Confession fez sentido na sua cabeça. Não eram 13 canções, era uma obra completa.” Obviamente, e tendo em conta a ascendência judaica de Nyro, “Eli” é metafórico, um ideal maior, surge no sentido de “amor”: Significa “Deus” ou “divindade”.

laura nyro 2 (5)A nível de receção da crítica, o álbum foi ignorado pela Rolling Stone durante seis meses, o que daria início a uma relação antagónica entre a “Bíblia do Rock” e Laura Nyro. Quando finalmente surgiu uma crítica, esta foi escrita por… Jon Landau, que se tornaria manager de Bruce Springsteen. Landau apreciou mas achou que Nyro precisava de mais contenção… esta afirmação é tola, visto que Eli and the Thirteenth Confession marcou o início da libertação musical de Laura Nyro. E, tendo em conta que Landau seria decisivo em tornar a música de Springsteen num produto altamente massificado, mais valia abster-se de comentar.

Eli and the Thirteenth Confession atingiu o lugar 181 da Billboard. Aos poucos, vendeu 125 mil exemplares. Não passou muito na rádio nem foi um êxito imediato, mas foi ouvido; afinal, isso contava mais para Nyro. Um crítico mais perspicaz que Jon Landau, Digby Diehl, escreveu, “o álbum mais tocado em Los Angeles, em toda a parte exceto na rádio, aparentemente, é Eli and the Thirteenth Confession“.

Laura Nyro só entrou para o top devido à versão que os Fifth Dimension fizeram do tema «Stoned Soul Picnic» que chegou ao nº 1 da tabela de R&B e ao nº 3 na de música pop, conquistando um disco de ouro. Ao mesmo tempo, ironicamente, o single «Eli’s Comin», de Nyro, fracassava. O presidente da Columbia Records enfureceu-se, já que o grupo era da concorrência. Terá sido a única vez que Clive Davis pôs um disco a tocar numa reunião dos responsáveis do departamento de Artistas & Reportório, perguntando ao staff, “como podem deixar que alguém de fora nos tire uma canção destas?!”

Davis não precisava de ficar tão irado: O sucesso do single dos Fifth Dimension duplicou as vendas de Eli and the Thirteenth Confession. Nesse mesmo ano, Frank Sinatra cantava «Sweet Blindness», outro tema do álbum, no seu especial televisivo. A compositora escreveria direito por linhas tortas?…   

David Furtado

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