Lou Reed – New York: Alma humana, divina e dividida

A trilogia dos anos 80 fez com que Reed perdesse muitos fãs. Esperava-se um regresso à atitude contundente, por parte de um músico que parecia criativamente esgotado. “Em New York, a imagem de Lou Reed não existe de todo, pela parte que me toca. Isto sou eu a falar da forma mais direta que sei a quem quer que me ouça.”

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As canções estão matematicamente orquestradas e interpretadas, o que não escapou ao jornalista do New Musical Express, Sean O’Hagen, que, tal como os seus colegas ingleses, elogiou o álbum: “É uma das maiores afirmações do rock em 1989. ‘New York é como uma pessoa gigantesca que me moldou tanto como a genética’, diz-me Lou Reed naquele tom arrastado e seco que é a sua imagem de marca. Como o seu amigo Keith Richards, Lou Reed é um indivíduo para quem o termo sobrevivente é um pleonasmo. Neste contexto pessimista, não deixamos de nos indagar por que New York é um disco, por vezes, tão hilariante.”

“Ótimo, ótimo, ainda bem que percebeu isso”, respondeu Reed a O’Hagen. “As pessoas que dizem, oh, o Lou está com as lamúrias do costume e a deprimir toda a gente’, falham o alvo. Quero dizer, não se trata de admoestações morais. Merda, eu fujo a correr dessas coisas todas. É engraçado e urgente.”

Musicalmente, o teor adequa-se às letras – essencialmente os três acordes do rock and roll, “nada bate duas guitarras, baixo e bateria”, como escreveu Reed nas notas da contracapa; “foi concebido para ser ouvido em sequência do princípio ao fim, como um livro ou um filme”. Tantas vezes acusado de não ser um “cantor”, Reed não está preocupado com isso – apenas fala ou declama, com subtis inflexões. Em 1989, explicou que o assunto sobre o qual cantava nestes temas era “o uso da linguagem”…

NOITES DE INSÓNIA

lou reed new york (3)Sem as pressões da discográfica no sentido de arranjar um single que fosse um êxito, sem teclados, coros ou adornos, o som cru mas insolitamente refinado de New York ganhou forma. Os temas tinham sido laboriosamente escritos e reescritos por Lou Reed num processador de texto, regra geral durante noites de insónia, em que editava e sintetizava as ideias contidas nas letras.

Muitas vezes, levantava-se às cinco da manhã e passava horas infindáveis diante do computador. “Sofro de insónia, só durmo umas três horas. Por isso, é quando escrevo. Não há ninguém por perto, é uma altura relativamente calma. É quando me consigo concentrar.” “Reescrever é algo que odeio mesmo”, desabafou quando New York foi editado. Esta fase foi produtiva; Reed escreveu as letras de Songs for Drella, o tributo a Andy Warhol que gravaria com John Cale. Antes disso, tinha de registar um tributo diferente: Um disco dedicado à sua adorada Nova Iorque.

O músico não foi, contudo, o único responsável pela sonoridade de New York. Parte do mérito tem de ser atribuído a Mike Rathke, casado, na época, com a irmã da esposa de Reed, Sylvia. Conheciam-se e tocavam juntos ocasionalmente em jam sessions. Para o baixo, e com o seu habitual discernimento para excelentes baixistas, Reed chamou o talentoso Rob Wasserman, que toca um fretless no álbum. O baterista e co-produtor foi Fred Maher, que já colaborara com Lou em Legendary Hearts e New Sensations.

Esta equipa juntou-se em estúdio e gravou nos últimos seis meses de 1988. O responsável pela etiqueta Sire, uma “sucursal” da Warner, era Seymour Stein (ver texto anterior). Apesar de presidente e homem de negócios, era tido como um dos indivíduos mais sensíveis e inteligentes da indústria. Além disso, conhecia a música de Lou Reed e compreendia-a. Consciente de que ambos lucrariam ao colaborarem, deu-lhe liberdade para fazer o que entendesse.

lou reed new york (6)A maioria da imprensa estava agora do lado de Lou. Elogiaram-lhe a capacidade de síntese, o facto de o tom conceptual não ser forçado. Quando New York surgiu, em janeiro de 1989, o estatuto do músico atingiu um novo patamar, com o trabalho a conquistar uma nova de geração de fãs. O New York Times insinuou que talvez fosse altura de pensar em levarem-no a sério.

O tom empregue por Reed está repleto de um humor seco comum aos nova-iorquinos. Não há uma frase desperdiçada. Jim Carroll, o escritor, poeta e músico, autor de The Basketball Diaries, livro posteriormente adaptado ao cinema (Grito de Revolta com DiCaprio), era entusiasta do álbum e achava os instintos de Lou típicos de um poeta. Para ele, a frase de abertura de New York era a melhor de sempre: “Caught between the twisted stars, the plotted lines the faulty map that brought Columbus to New York.” “Não interessa que Colombo nunca tenha vindo a Nova Iorque, veio na canção.” Ou “he has left his soul in someone’s rented car”: “Não deixou a alma no carro de alguém, foi no carro alugado de alguém. São pormenores como este que tornam uma frase brilhante, ao invés de ser apenas boa”, comentou Carroll.

ROMEO (RODRIGUEZ) E JULIETTE (BELL)

O tema em questão é «Romeo Had Juliette», em que não se trata de Shakespeare, mas de Romeo Rodriguez e Juliette Bell, dois amantes latinos cuja história é contraposta à dos gangs e dos traficantes de crack que “sonham com uma Uzi que alguém arranjou”. “Manhattan afunda-se como um rochedo no nojento Hudson, que choque, escreveram um livro sobre isso, disseram que era como a Roma antiga”. Portanto, o álbum não começa em tom inteiramente pesaroso ou negativo, Romeu teve Julieta, e Julieta teve o seu Romeu, ainda que o cenário da tragédia shakespeariana não seja o mesmo.

“Passei quase três meses a escrever essas letras”, explicou Lou Reed, “e tentei encontrar um modo de as enquadrar apropriadamente, de conjugar o ritmo das palavras com o ritmo da música, e colocar nuances na vocalização para que quem ouvisse pudesse entender as letras. Esta é a raison d’être deste álbum. Isto é a minha visão do que um álbum de rock and roll pode ser. Digamos assim… Escrevo para uma pessoa educada ou auto-educada que atingiu um certo nível. Não pretendo dirigir New York a pessoas de 14 anos.”

É uma metrópole de drogados, de polícias abatidos com selvajaria, descrita com extremo sarcasmo, por vezes: “O chui que morreu no Harlem, pensas que o avisaram? Eu estava a dançar quando vi os miolos dele espalhados na rua.” Como é que alguém são permanece são, vivendo numa atmosfera destas, parece inquirir o autor no meio de tanto desespero, ganância e violência.

O desfile anual em Greenwich Village, o Halloween Parade, uma espécie de Carnaval de Nova Iorque, a 31 de Outubro, contrasta com as mortes por SIDA evocadas por Reed. Há um evidente ataque ao “cancro dos homossexuais” e à mentalidade mesquinha e ignorante. Tais preconceitos não mudaram, com muitos heterossexuais a contraírem a doença enquanto pensam que se contrai com um aperto de mão.

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«Dirty Blvd», sobre “os bairros sociais, onde eles metem os pobres”, como disse Reed num concerto em Montreal, narra a história de Pedro, criança a quem o pai bate porque está demasiado cansada para suplicar, com “nove irmãos e irmãs que cresceram de joelhos, é difícil fugir quando um cabide nos acerta nas pernas”. Referências à Estátua da Liberdade e ao que diz o seu pedestal, em que o termo “liberty” é trocado por “bigotry”: “Tragam a mim os esfomeados, os cansados, os pobres, eu mijo-lhes em cima. Essas pobres massas amontoadas, por que não as matamos à paulada, acabamos com o assunto e as despejamos na avenida.” Cru mas realista.

“Ninguém sonha ser um médico ou advogado ou seja o que for. Sonham em traficar na avenida.” Geograficamente falando, há referências a locais específicos como o Lincoln Center onde as estrelas de cinema chegam de limusina para assistirem a uma ópera, enquanto “um miúdo pequeno está à beira do Lincoln Tunnel a vender flores de plástico por um dólar, o trânsito está parado na Rua 39 e as prostitutas aliciam os chuis para lhes fazerem um broche”. Tanto contraste junto, o pseudo-glamour e a decadência, questionando o chamado espírito ou modo de vida americano, raras vezes foi descrito com tanta precisão.

O alinhamento das canções, especialmente no início, nem dá pausa para repouso ou distrações. Em «Endless Cycle» é descrito o ciclo vicioso do rapaz e da rapariga a quem os pais batiam. Um refugia-se na droga, outro no álcool. Têm filhos e também lhes batem. “A verdade é que estão mais felizes quando sofrem. Na verdade, foi por isso que casaram”, remata o sarcástico Lou. O tema não é uma versão banalizada de tais situações quotidianas. Pelo contrário, alude à visão determinista do destino, de que os “alicerces” já foram assentes desde a nascença; perspetiva constante na escrita de Stephen Crane em Maggie ou nas obras de Theodore Dreiser, assente no Naturalismo. Se encararmos o álbum desta forma, o teor é naturalista e naturalmente nova-iorquino por influência.

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RAIVA E COMPAIXÃO

É altura de fazer alguma coisa. «There is No Time» assim incentiva: É tempo de agir porque o futuro está ao nosso alcance”. “Não é altura para retórica de treta”, “não nos arrependamos depois de o mal estar feito e deixemos que o passado se torne no nosso destino”.

As letras estão repletas de metáforas inspiradas, que não visam só Nova Iorque. «Last Great American Whale», que na época surgiu na compilação Greenpeace: Rainbow Warriors, ataca o desprezo que os compatriotas têm pelo ambiente: lou reed new york (9)“Os americanos não querem saber muito de beleza/cagam num rio, deitam ácido de pilhas num regato. Vêem ratazanas mortas a dar à praia e protestam por elas não saberem nadar.” E segue-se uma lição de vida: “Dizem que as coisas se fazem em prol da maioria/Não acreditem em metade do que vêem e em nada do que ouvem. É como o meu amigo pintor Donald me disse, ‘espetem-lhes um garfo no rabo e virem-nos, estão acabados’.”

“Que grande título, o dessa canção. Dêem-me um bom título e estou salvo”, congratulou-se o autor. “Escrevi a primeira versão e saiu horrível. Mas não estou interessado em se é bom ou mau, só quero escrever a coisa. Depois, posso levar o conceito para onde quiser.” E assim faz. A última grande baleia americana, símbolo derradeiro do Bem, é morta por um “campónio qualquer da terriola”, membro da NRA (National Rifle Association of America) que tinha uma bazuca na sala de estar…

Em «Beginning of a Great Adventure», Lou contempla por que nunca teve filhos e o tema jazzy é uma divagação sobre essa possibilidade, ensombrada pelo mundo cruel que acabou de expor.

“Supostamente, quando envelhecemos, obtemos algo do que ficou para trás ou caímos para o lado e acabou-se. Acho que agora conheço algumas coisas melhor do que outras pessoas. E lutarei por isso. E não acho que tal signifique que sou conflituoso. Sei que isto soa piroso, mas é uma questão de sermos fieis à nossa visão.”

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Ao sucesso crítico e artístico, aliou-se um êxito comercial que Lou não obtinha desde 1974 com Sally Can’t Dance. Os críticos musicais ficaram impressionados com a força do álbum e não se deixaram intimidar pela rudeza das letras. “Uma cidade de crianças abusadas, esposas maltratadas; de menores que assassinam polícias, de adolescentes preconceituosos e pregadores racistas, e de milhões de sem-abrigo e pedir na rua, em busca de comida nos contentores do lixo, dormindo em ruas e becos. É um mundo de hipocrisia, ganância, de coisas feias, de egoísmo e degradação”, escreveu o conceituado jornalista britânico Jonathan Cott.

Trocando novamente as voltas, «Busload of Faith» explica que não é apenas necessário ter fé para sobreviver, é preciso um “autocarro cheio dela” pois não se pode contar com nada: “Não podes depender da tua família, não podes depender dos teus amigos, não podes depender de um começo, não podes depender de um fim.” “Podes contar com a crueldade, crueza de pensamento e som. Podes contar sempre com o pior, precisas de um autocarro cheio de fé para te safares.” Também não se pode depender dos de bom coração, esses “fazem quebra-luzes e sabão”. Nem de Deus nem de “nenhuma igreja, a não ser que queiras investir no mercado imobiliário”. Niilismo versus liberalismo. Qual a posição de Reed?

lou reed new york (7)«Sick of You» é o típico ataque ultra sarcástico ao facto de ligarmos a TV e assistirmos a um desfiar infindável de acontecimentos inconcebíveis. “Todas as praias estavam encerradas, o oceano era um Mar Vermelho, mas não havia lá ninguém para o abrir ao meio”. “A NASA rebentou com a Lua, a camada de ozono já não tem ozono e vais-me deixar pelo tipo da porta ao lado, estou farto de ti.” “Disseram na rádio que houve 400 mortos numa pequena cidade do Arkansas. Um camionista adormeceu, foi contra um reator nuclear e matou toda a gente à volta.” Com o presidente pelo meio: “Dizem que o presidente está morto, ninguém encontra a cabeça dele, já desapareceu há semanas, mas ninguém reparou, ele parecia em tão boa forma. Estou farto disto.” E são só as notícias da manhã. E o presidente americano em 1989, não o português em 2014…

O humor de Lou Reed não era suficientemente elogiado. Penn Jilllette, da dupla de ilusionistas Penn and Teller, disse que “é como a tensão num filme de terror. Há um uso tremendo de frases espirituosas”.

Como se quisesse sublinhar ainda mais a comédia humana, a canção seguinte, «Hold On», começa com uma gargalhada. “Mataram aquela senhora de idade porque achavam que era testemunha de um crime que nem sequer viu. Qual lar é o lar dos bravos junto à Estátua da Intolerância”. A paisagem nova-iorquina descrita por Reed é esmagada por quem a devia proteger: A demagogia dos líderes políticos e religiosos e a sua atitude hipócrita é destilada em «Good Evening Mr. Waldheim». Houve aqui um ataque a Jesse Jackson que desencadeou a ira dos apoiantes do líder religioso americano.

«Xmas in February» ilustra o drama dos veteranos da guerra perdida, o Vietname. Um deles pede na rua com um cartaz dizendo “por favor, ajudem a mandar este veterano para casa”. “Mas ele está em casa. E não há Natal em Fevereiro, por muito que ele poupe”.

Estas injustiças descambam na revolta de «Strawman», termo inglês sinónimo de falácia, epíteto de indivíduos que erguem uma fachada e escondem segundas intenções. É a esses que Reed aponta a arma agora, perguntando, não como um miserável Dirty Harry: “Será que alguém precisa de mais um filme de um milhão de dólares? Alguém precisa de outra estrela de um milhão de dólares? Alguém precisa que lhe contem historinhas vezes sem conta? Cuspir contra o vento atinge-te com o dobro da força.” O homem não poupava balas.

Um grafitti de Lou Reed. Adequadamente em Court Street, Brooklyn.
Um grafitti de Lou Reed. Adequadamente em Court Street, Brooklyn.

Este “homem de palha” que propaga mentiras vai “direto para o diabo e para o inferno”, num tema que também refere as space shuttles defeituosas que tantos astronautas mataram, “descolando para a Lua, Vénus ou Marte”. Será que alguém precisa delas? Ou de mais um “político apanhado de calças para baixo a enfiar dinheiro no rabo?” E sem esquecer “o cantor de rock and roll moralista, cujo nariz, disse, o levou direto a Deus”. “Se forem como eu, um pequeno milagre basta.” Reed menciona que bastará, quem sabe, uma espada flamejante ou uma arca dourada a flutuar pelo Rio Hudson acima, qualquer prova de que a Humanidade não está perdida.

A Humanidade pode estar perdida ou não (eu acho que está no Facebook de cabeça enfiada e a espernear, apenas um aparte), mas a digressão de New York e o bom momento ficaram definitivamente comprometidos quando, no começo da tournée internacional de promoção, Lou escorregou ao sair do palco, no fim de um sound check e partiu o tornozelo, ficando com o pé engessado seis semanas…

O ETERNO PARADOXO

O álbum termina com uma canção complexa, «Dime Store Mistery». “A dualidade da natureza, a natureza divina, a natureza humana, divide a alma. Toda ela humana, toda ela divina e dividida, a grande alma imortal.” Crença e descrença, a capacidade para crer. Reed alude agora a Descartes e Hegel, pondera sobre a morte e os mistérios da vida. Qual o lugar da filosofia, do cristianismo num mundo como este… a canção é ambígua e tanto pode basear-se no funeral de Andy Warhol (pela referência à Catedral de St. Patrick, onde decorreram os serviços fúnebres do artista que tanto o influenciou) como na condição mortal do próprio autor, que tenta imaginar o que irá na cabeça de alguém, ao perceber que a sua hora chegou.

Reed com Andy Warhol.
Reed com Andy Warhol.

E é altura para que quem o ouve, medite porque, embora o disco se foque na realidade nova-iorquina e americana, Lou Reed teve a inteligência de a universalizar, fazendo dela uma amostra. Como se sobrevive? Olhando para dentro e encontrando um modo. Esse esforço vale a pena. Resta a alternativa de nos tornarmos cínicos. O que não equivale a dizer streetwise ou conscientes de que há gente cruel até ao tutano ou de que a Humanidade parece deserdada por um deus desconhecido. Reed não coloca a hipótese de parte. Um dos obituários, quando faleceu, partiu justamente do Vaticano, onde foi apontado teor “espiritual” nas suas letras. Muito se deve a New York, álbum em que o cinismo e a ironia coabitam com uma ponderação séria e rude sobre um mundo sério e rude.

Lou Reed considerava New York o seu melhor trabalho até à data. Possuía, no entanto, um teor venenoso que irritou a censura. Em Itália, algumas passagens que criticam indireta ou diretamente o Vaticano, foram consideradas blasfemas. Nos EUA, o álbum foi censurado, em Itália, foi editado sem a folha que continha as letras.

Aquando da morte de Reed, o Ministro da Cultura do Vaticano, Cardeal Gianfranco Ravasi, publicou no Twitter um verso de «Perfect Day». As respostas não se fizeram esperar, assinalando que tal letra aludia ao consumo de estupefacientes. Ravasi esclareceu que não condenava o uso de droga. Para o clérigo, o importante no verso era a referência bíblica “colhemos o que semeamos”.

A mensagem de pesar por parte de Ravasi pode ter causado incredulidade, tendo em conta o estilo de vida com que Lou Reed era conotado, mas o Ministro tinha já feito erguer sobrancelhas quando lamentou a morte de Amy Winehouse. Recorde-se que, em 2000, Lou Reed tocara para o Papa João Paulo II, o que lhe valeu uma reação negativa dos media ligados à religião, especialmente devido à escolha dos temas, um dos quais, «Perfect Day».

Antes de assinalar a morte de Lou Reed, que era judeu, Ravasi citara no Twitter um escritor judaico, Amos Oz: “Nunca vi um fanático religioso com sentido de humor. Nem uma pessoa com sentido de humor tornar-se um fanático.”

David Furtado

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