«Romeo and Juliet»: A história da canção de Mark Knopfler

Este tema é provavelmente um dos que mais agrada a pessoas que não gostam de Dire Straits. A canção era complexa e pessoal para Knopfler. Quando foi gravada, Mark entrou em conflito com o irmão, David, provocando a sua saída dos Dire Straits. Segue-se a história de «Romeo and Juliet».

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Em 1980, os executivos da Phonogram queriam focar os esforços publicitários de Making Movies num tema que, à partida, não possuía as características necessárias para se tornar num êxito em Inglaterra. Esta não era a opção de Chris Briggs, o A&R dos Dire Straits (responsável pelo departamento de Artistas e Repertório, a divisão de uma discográfica destinada à pesquisa de talentos e desenvolvimento artístico dos músicos e que atua também como ligação entre artistas e empresa). E os Dire Straits não queriam apostar nessa canção para apresentar o álbum. O principal problema era o facto de ser demasiado longa para se poder tornar num hit na rádio.

Holly Beth Vincent, a "Juliet" do tema.
Holly Beth Vincent, a “Juliet” do tema.

O tema baseia-se na relação breve que Mark manteve com a americana Holly Beth Vincent, que mais tarde casaria, indo viver para os EUA. A cantora sempre se recusaria a comentar a canção e o seu relacionamento com Mark Knopfler.

A 12 de janeiro de 1980, a Melody Maker publicou um artigo sobre os Holly & The Italians, especificando que Holly tinha 24 anos, guiava uma moto Triumph e conhecera o manager dos Dire Straits, Ed Bicknell, nos EUA. Bicknell ofereceu-se para ser empresário do grupo, marcando-lhes um voo para Londres. Foi assim que a guitarrista e vocalista, acompanhada pelo baterista, se mudaram para Inglaterra. Para trás, ficou o baixista da formação, que preferiu continuar na faculdade.

No mesmo artigo, Holly explicou que teve “uma cena” com Knopfler, o que impossibilitou que Ed Bicknell fosse o manager de ambos os grupos. Acrescentou que Mark não conseguiu lidar com a separação. Knopfler terá ficado chocado com esta frieza, mas não foi a única vez que Vincent procedeu assim, como veremos. Pelo que se sabe, a relação entre Mark e Holly afetou profundamente Mark e inspirou «Romeo and Juliet».

You promised me everything, you promised me thick and thin,
Now you just say, “oh Romeo, yeah, you know I used to have a scene with him”.

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Sendo já o líder incontestado dos Dire Straits, muitas decisões eram tomadas pelo guitarrista; algumas salas publicitavam até o seu nome em vez do grupo, o que provocou invejas e inseguranças em John Illsley, Pick Withers e no irmão, David.

Durante a segunda digressão em larga escala pelos EUA, Mark começou a mostrar sintomas de uma grave depressão, sem conseguir comunicar com o público ou com os que o rodeavam. As pressões de estar constantemente em tournée eram um fator. Mas havia outro.

Paul Cummins, o diretor da digressão relembra:

“Comecei a ficar muito preocupado com ele. Não comia. Estava terrivelmente pálido. Andava sempre fatigado. Sempre pedrado. Estava a perder peso. Pensei que estivesse a perder sal, pois transpirava imenso. Em Filadélfia, insisti que fosse examinado por um médico. Depois da consulta, o médico saiu e disse: ‘Dei-lhe uma injeção de vitaminas e ele está ótimo. O problema dele é que tem saudades da namorada.’”

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Nesta altura, Holly ensaiava em Inglaterra. Cummins, preocupado com o estado de Mark, telefonou-lhe.

“Disse-lhe, ‘Holly, sei que isto não é justo. É contigo, mas o Mark está mesmo deprimido por estar aqui sem ti. Seria bom se embarcasses num voo e lhe fizesses uma surpresa. E ela disse-me: ‘Para te dizer a verdade, eu estava prestes a acabar tudo com o Mark. Estou prestes a dizer-lhe que está tudo terminado.’ Foi uma coisa que eu realmente não gostei de saber”, prossegue Paul Cummins. “Mark estava aturdido com ela, completamente apaixonado.”

Holly Vincent decidiu então agir. Telefonou no mesmo dia a Mark, “literalmente minutos antes de ele subir ao palco nessa noite. E deve-lhe ter dito. Eu não soube de nada. Mas quando ele começou a tocar «Where Do You Think You’re Going», no fim do concerto, apercebi-me de que algo não estava bem. Mark cantou o tema como nunca o fizera antes nem depois. Fiquei quase em lágrimas”, recorda Paul Cummins.

Mark sentia-se cada vez mais isolado do grupo.
Mark sentia-se cada vez mais isolado do grupo.

A infernal digressão continuou, com Mark sentado junto do motorista, no autocarro, isolado dos outros. Os espetáculos sucederam-se; Greensboro e Charlotte, na Carolina do Norte, e Tampa e Miami, na Flórida, em salas meio vazias.

Os últimos meses de 1979 foram um pesadelo. Mark refugiou-se no apartamento do manager Ed Bicknell na zona de Barbican, em Londres, onde escreveu um tema chamado «Suicide Towers», demonstrando o seu estado de espírito: “Sitting up here/in Suicide Towers/Days and days/Hours and hours/I’m getting outta here/I’m going outta the door/Ain’t going outta no window.” O riff deste tema tornar-se-ia no de «Expresso Love».

Mark admitiu que este período foi mau a todos os níveis: “Pensei que o grupo se ia separar, mas eu sabia que ia ficar bem.”

DESENTENDIMENTOS DURANTE A GRAVAÇÃO

mark knopfler dire straits (43)Para os Dire Straits, o terceiro álbum era crucial, depois do fracasso de Communiqué; há até uma teoria acerca de terceiros álbuns: Ou o grupo continua ou fica por aí. Portanto, Making Movies tinha de ser um bom disco, e ninguém estava mais consciente disso do que Mark Knopfler, que, mais uma vez, compôs os temas todos. Até então, para uma grande parte do público, os Straits eram ainda uma espécie de one hit wonder, cuja canção mais conhecida era «Sultans of Swing». Em vez do que estava previsto – lançar «Solid Rock» como single –, optou-se por «Romeo and Juliet», cujo arranjo se apoiava mais em piano do que em guitarra solo, mostrando uma sonoridade diferente.

O staff da BBC gostara da canção, quando os Straits a tocaram num programa, e sugeriu que o single devia ser esse, passando «Solid Rock» para o lado b. O tema entrou para a tabela de vendas no 49º lugar, a 17 de janeiro de 1981. Nesta época, os singles de John Lennon estavam nos lugares cimeiros – recorde-se que o músico fora assassinado recentemente. Phil Collins e os Ultravox eram alguns dos outros artistas na tabela. «Romeo and Juliet» saltou do 48º para o 25º lugar, do 16º para o 12º e, em fevereiro, alcançou o número 8, o mesmo lugar que «Sultans of Swing» ocupara dois anos antes.

Os Dire Straits compareceram novamente nos estúdios da BBC para interpretarem o tema durante o programa Top of the Pops. O jornal The Sunday Times aproveitou para comentar esta aparição do grupo e do seu frontman: “Ele é pálido, magro, desgrenhado com consciência disso, de faces cavadas, testa alta e uma expressão de cinismo gentil.” O perspicaz jornalista Philip Norman prosseguia:

“Enquanto canta, toca guitarra solo como contraponto, num instrumento metálico fabricado antes da II Guerra Mundial. A sua voz e a dele são simultaneamente datadas e intemporais. Em união, recordam, até a um público como o do Top of the Pops, o prazer que há em simplesmente ouvir e sentir.”

O artigo falava também sobre o estilo de vida de uma estrela do rock, e como Knopfler o encarava: “É melhor do que ser um repórter, numa autoestrada, com vidros partidos por todo o lado, perguntando ao condutor de uma carrinha como se sente por ter sobrevivido a um desastre. É também melhor do que ir sozinho para a cama, com um livro de Agatha Christie, num apartamento em Chippenham.”

Há outro motivo que torna «Romeo and Juliet» importante na discografia dos Dire Straits. Quando a gravaram nos Power Station Studios, em Nova Iorque, Knopfler sabia exatamente o que pretendia do arranjo, os altos e baixos, a dinâmica da canção, que originalmente era linear. Isto provocou desentendimentos graves com o baterista Pick Withers, que nunca seriam superados.

mark knopfler dire straits (27)Era já notório que os Dire Straits eram a banda de suporte de Mark Knopfler, e as declarações do músico à imprensa iam nesse sentido: “A música é o mais importante para mim… nós tocávamos algumas canções de Dave [Knopfler], mas não nos discos. Não quero usar as canções de mais ninguém. Tenho muito a dar a este grupo e sinto que ainda nem comecei. Não há espaço para o material de mais ninguém.”

Foi também durante a gravação de «Romeo and Juliet» que Mark, então com 31 anos, teve uma terrível discussão com o irmão David, de 28, quando este fazia um overdub de guitarra complexo. Cada vez mais frustrado com a incapacidade de David, Mark enfureceu-se e, após uma troca de insultos, o irmão mais novo abandonou o estúdio e a banda, voltando para Inglaterra.

“Saí porque já não era possível que eu e Mark trabalhássemos juntos”, explica David Knopfler. “Andávamos pelo estúdio a desviar o olhar para o chão. Já não comunicávamos. Triste mas verdadeiro. É como sermos casados com outras três pessoas. Se, no final, queremos um divórcio, temos de ir em frente, quaisquer que sejam os custos.”

Face a esta situação, Mark chamou Sid McGinnis, que trabalhara com Carly Simon e Peter Gabriel, além de Roy Bittan da E Street Band de Bruce Springsteen, para completarem o trabalho, que era produzido por Jimmy Iovine. O guitarrista californiano Hal Lindes viria a substituir o lugar deixado vago por David.

Este abandonou o grupo de vez e afirmaria, muitos anos depois, que os dois se tinham reconciliado, embora a relação nunca mais tivesse sido a mesma. Na altura, Mark não quis comentar o facto de ter despedido o irmão dos Dire Straits. Contudo, anos depois, admitiu que o pôs fora do grupo porque ele não conseguia tocar convenientemente. Uma ex-namorada de Mark, tomando o partido de David, comenta:

“Há uma faceta nele que é intolerante. É um perfecionista.”

Além disto, David Knopfler ressentia-se por viver à sombra do génio de Mark e não gostava de digressões. David lançou discos a solo mas raramente os tocou ao vivo.

“UM ACIDENTE FELIZ”

mark knopfler dire straits (3)A canção tornou-se um clássico e, por sombrias que possam ser as suas origens, o conteúdo não é totalmente pessimista. A temática é obviamente um romance fracassado, mas Knopfler conclui a canção repetindo os versos iniciais, e a frase “you and me, baby, how about it?” assume novo significado. Este Romeu desiludido não desistiu, apesar da dor.

«Romeo and Juliet» integra uma trilogia de canções alegadamente inspiradas por Holly Beth Vincent. As outras duas são «Love Over Gold» e «It Never Rains», que surgiram no álbum seguinte dos Dire Straits, em 1982.

A guitarra National Style O, construída em 1936, com a qual Knopfler compôs e interpreta o tema, adorna a capa do álbum Brothers in Arms (1985). Este tipo de guitarras “resonator” surgiu nos anos 20 do século passado. Décadas antes da invenção dos amplificadores, as National incorporavam uma caixa-de-ressonância que supostamente amplificava o som, tornando-as ideais para músicos de rua. A experiência não correu bem, mas o timbre é inconfundível. Esta, em particular, conhecida pelas palmeiras, foi comprada ao amigo de Knopfler, Steve Phillips, no início dos anos 70, muito antes da formação dos Dire Straits.

Em 2010, Mark Knopfler, num momento raro, falou um pouco sobre «Romeo and Juliet». “Acho que estava a pensar mais numa vida de West Side Story do que numa do estilo Wild West End… estava a tocar a minha guitarra National, a experimentar coisas… como se tocasse banjo. E comecei, não no acorde em que a afinei, mas na forma de Fá, e tentei encontrar a letra para «Romeo and Juliet» a partir daí. Encarei a figura de Romeu como uma espécie de figura divertida. Muitas vezes, as pessoas perguntam-me, ‘como tocas isso?’, e, no fundo, é uma espécie de acidente feliz.”

“Ainda gosto de tocar a canção hoje. Algumas dessas canções parecem querer continuar e, desde que tenham uma vida própria, gostarei de as tocar. Tenho de tentar encontrar algo de real nela… certificar-me de que há nela algo de verdadeiro para mim, cada vez que a toco.”

David Furtado

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12 Comments Add yours

  1. Adilson diz:

    Eu jamais imaginei tudo o que eu li à respeito do Dire Straits e/ou Mark Knopfler. Parabéns pelo seu relato, mesmo que a gente se sinta um pouco triste pelas vicissitudes das pessoas. Na verdade, nosso ídolos, são seres humanos também e como tal tem seus momentos de grande felicidade e tristezas e desencantos. MAS SEMPRE SERÃO NOSSOS ÍDOLOS! Ah, tenho 68 anos.

    1. Obrigado pelo seu comentário, Adilson. Alguma tristeza nos factos relatados, é verdade, mas são situações que podem acontecer a toda a gente. Neste caso, Mark Knopfler conseguiu fazer disto uma canção fantástica, algo de que poucos são capazes. Ídolos, sim, toda a gente é livre de os ter, até são necessários, mas são pessoas como todos nós.

  2. diego rodrigues diz:

    gostei muito, não é fácil perder alguém que gostamos e agora fic abem entendido essa canção que é demais!!!
    obrigado

    1. Obrigado, Diego. Má fase para Knopfler, mas, pelo menos, compôs uma canção adorada por milhões (não estarei errado no número) de pessoas… sinal que não estava só.

  3. Rodrigo de Oliveira Santos diz:

    Muito boa essa matéria que vc publicou.Sempre tive interesse em saber um pouco a respeito de David Knopler, que ao contrario dos irmãos Angus e Malcon Young ou Eddie e Alex Van Halen , não conseguiu manter uma carreira ao lado de seu irmão.O 1º LP que ganhei foi o Money for Nothing, em 1988. Me lembro de ter assistido ao Tributo a Nelson Mandela na rede Globo nesse ano, e na mesma época foi lançado essa coletânea, cuja propaganda passava no SBT,fiquei louco com aquele som da guitarra da musica Money for Nothing, que era executada durante o comercial; Nessa época eu tinha 12 anos,e não havia toca-discos em casa,rsrsr,só fui ouvir esse disco alguns meses depois na casa de uma tia minha que possuía uma “vitrola’ da marca Sonata..bons tempos…abraços

    1. Ainda bem que consegui esclarecer alguma coisa sobre a matéria, Rodrigo. Por acaso, comecei também a ouvir o grupo a sério com esse mesmo LP, a coletânea de 1988. Recordo-me muito bem do tributo a Nelson Mandela, um grande concerto do princípio ao fim, que também passou em Portugal nessa altura. Foi ótimo ver Eric Clapton em palco. O tal som da guitarra que referes: Já passou muito tempo e a canção “vulgarizou-se”, mas, na época, ninguém tinha ouvido nada parecido.
      Bons tempos, realmente. Abraço.

  4. Mauricio diz:

    O meu maior ídolo na música em todos os sentidos principalmente sendo pra mim o melhor guitarrista que o planeta já teve toca com muita simplicidade e nunca foi exibido…

    1. É verdade, Maurício. Nunca foi “exibido”. A ideia geral que tenho de Mark Knopfler é de que não basta o talento. (E isso não lhe falta.) É também um indivíduo perseverante. E essa dedicação contribuiu muito para o seu sucesso. E tem uma inteligência muito acima da média. Além de ser o guitarrista extraordinário que todos conhecemos, subiu mais uns pontos na minha consideração ao defender várias causas, incluindo a das Pussy Riot, caso relativamente recente.

  5. A questão com David é que os dois eram e são bem diferentes mesmo. Mark muito bom, muito criativo, perfeccionista, profissional, trabalhador, líder; David mais dependente, mediano. Não tem tanta qualidade, virtuosismo. O que sobra em Mark. Mas Mark fez participações em algumas canções ou apresentações de David, algum tempo depois, e se não estou errado, David também fez uma aparição rápida em um show do DS, também, depois de ter saído. Vi o vídeo.
    Mark é meu ídolo. Mais do que outros que já tive antes dele. Esses pararam no tempo. Pior, declinaram. Mark só evoluiu. Fez e faz canções que tocam em nosso coração. Suas músicas não são meramente comerciais, pois não envelheceram. Mesmo Sultains of Swing, que foi a primeira que ouvi em 1978/9, continuo a ouvir – principalmente em vídeos de suas tours, e não me canso. Vou ouvir até morrer.
    Parabéns pela matéria D Furtado. Você é um cara de sorte, pois está em Portugal, e pode ver todas a apresentações. Nós aqui da América, somos órfãos, pois acredito que Mark jamais retornará por aqui. Abraço.

    1. Obrigado, Wilson. Eu não tenho necessariamente de concordar com os comentários, mas neste caso, é mais ou menos isso que acho também. Ele evoluiu, de facto. Até a solo, com as bandas sonoras, etc. As músicas de Knopfler têm forte apelo comercial, mas não acho que sejam “comerciais”. Por acaso, algumas até são quase “anti-comerciais”.
      Acha que Mark Knopfler não vai voltar ao Brasil, mas regressará a Portugal?… Não acho. Nunca contei as vezes que ele cá veio, foram bastantes, sim (felizmente). Mas também foi ao Brasil em todas as digressões (se não me engano…)
      Abraço.

  6. Parabéns pela matéria ! É muito bom encontrar arquivos que esclarecem um pouco mais da história de grandes músicos. Tenho 22 anos, não pude vivenciar os grandes lançamentos deste gênio, mas desde que comecei a ouvir tamanho talento em forma de música, me apaixonei e não consigo trocar pelos modismo da atualidade.
    Para nós, jovens, que somos cada vez mais raros em meio à uma sociedade que vive o processo de ” emburrecimento musical “, é de grande serventia ter acesso à matérias que contam um pouco mais da história que não pudemos ver.
    Que Mark Knopfler continue a nos encantar por muitos anos, pois ficarei muito realizado em prestigiá-lo, caso consiga assistir um show ao vivo.

    1. Obrigado, Gustavo. Tive a sorte de ver Knopfler ao vivo, ainda na fase dos Dire Straits e depois a solo. Viajei bastantes quilómetros para isso… Portanto, não perca porque vale a pena. Concordo, vivemos esse “emburrecimento musical” e é bom ver que muitos lhe escapam porque não se conformam com os músicos de hoje, que, sinceramente, salvo raras exceções, não passam de consumíveis. Acho positivo que tantas pessoas se interessem por Knopfler e os Straits: São a antítese do mundo obcecado pela imagem em que vivemos agora, até nos seus tempos áureos o eram. Não foi o mundo em que eles começaram e se afirmaram. Especialmente Knopfler e o seu génio, como diz. Quantos grupos de hoje poderão dizer que, daqui a 30 anos, serão ouvidos?… Bom, como Knopfler escreveu, “we have just one world but we live in different ones”. Obrigado pelo comentário.

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