John Lennon recordado pelos Beatles no seu aniversário

No dia em que Lennon faria 72 anos, recordo-o através de testemunhos dos três colegas dos Beatles, Ringo Starr, Paul McCartney e George Harrison, que comentam a perda súbita do amigo com quem cresceram. É oportuno lembrar algumas frases de John – como se enquadra o seu pensamento nos dias de hoje? Ficou a música, mas a mensagem também não se perdeu.

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Ever since the club split up, I miss you. We all missed ya… you miss ‘im? Yea. The Beetles missed ya. All the Beetles missed ya. Come on Johnny, let’s you and me go inside and have a beer.

Foi este o discurso de Lee Marvin dirigido a Marlon Brando em The Wild One, de 1953. Daqui, diz a lenda, John Lennon retirou o nome para o grupo. Segundo a versão oficial, Stu Sutcliffe sugeriu-o. Seja como for, a citação adquiriu novo significado quando os três companheiros de John perderam o amigo.

Não é o saudosismo nem a nostalgia que me fazem recordar John Lennon; além do papel que exerceu na nossa cultura, muitos dos seus pensamentos continuam atuais. Recordo-o através das palavras dos “outros três” Beatles, por terem um significado especial e porque hoje só podemos referir-nos aos “outros dois”, após a morte de George Harrison em 2001.

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É saudável recordar John Lennon. Uma das frases mais ouvidas tem sido, “dar o poder ao povo”. É óbvio que isso é uma utopia, tal como «Imagine» é uma utopia. Ou não? John, embora apelasse à paz e ao amor, sempre esteve ciente da hipocrisia que o rodeava.

lennon beatles (8)“Penso que a nossa sociedade é governada por pessoas insanas com objetivos insanos. Percebi isto quando tinha 16 ou 12 anos, ao longo do tempo, mas expressei-o de modo diferente ao longo da vida. Foi sempre a mesma coisa, mas acho que agora o posso sintetizar numa frase.”

“Somos governados por maníacos com fins maníacos. Se alguém conseguir escrever num papel o que o nosso Governo ou o Governo americano, etc., ou os russos ou chineses estão realmente a tentar fazer, ou como pensam que o estão a fazer, eu ficaria muito satisfeito por saber o que eles pensam que estão a fazer. Acho que estão todos loucos. E eu arrisco-me a ser afastado e encarado como louco por expressar isto. É esta a loucura aqui.”

Em 1969, Lennon e Yoko Ono realizaram o famoso protesto contra a Guerra do Vietname. Muito publicitado, tal como John pretendia, este gesto deu-lhe também oportunidade de falar sobre o assunto. Lennon continuaria, durante a década seguinte, a incomodar os poderes instalados, por ser uma voz que as pessoas realmente ouviam:

“Todos os países tiveram uma revolução violenta por uma razão ou outra; nenhum tem a liberdade de que falamos. Por isso dizemos, ‘dar uma hipótese à paz’, como ninguém disse antes. Não pensamos em termos de 10 anos, pensamos numa paz que dure sempre. Toda a gente quer a paz agora, e podemos consegui-la agora, se a quisermos.”

“A esquerda fala sobre dar o poder ao povo. Mas toda a gente sabe que o povo tem o poder. Só temos de acordar o poder no povo. As pessoas não se apercebem, como se não tivessem sido educadas para perceber, que têm poder. Elas colocam os políticos no poder, votam pela presidência da câmara local; são as pessoas que o fazem. Mas o sistema está orientado de forma a que pensemos que o ‘pai’ vai resolver tudo, ou, neste caso, o Governo. Ele vai resolver tudo, é tudo culpa do Governo, agitemos o punho contra o Governo… quando nós somos o Governo. As pessoas são o Governo e têm o poder, só tentamos que elas se apercebam disso.”

lennon beatles (2)Na altura em que proferiu estas frases, John Lennon já via os Beatles como o passado. “Conseguimos, ganhámos dinheiro, fama e não havia alegria no que fazíamos. Então conheci a Yoko, encontrámos o amor e daí veio a paz. E decidimos lutar pela paz no mundo.”

Surgia assim o ativista. Seguiu-se a década de 70, com altos e baixos artísticos e pessoais, a separação de Yoko e, quando John finalmente se reuniu a ela, e parecia ser para sempre, recordamos a frase amarga de Hemingway, “quando duas pessoas se amam, não pode haver final feliz”.

John Lennon é e continuará a ser uma influência, e certamente muitos de nós lamentam não ouvir as suas opiniões sobre um mundo que mudou tanto, e que não o deixaria satisfeito se fosse vivo. O direito de trabalhar é sistematicamente suprimido, dia-a-dia, as pessoas refugiam-se no falso conforto tecnológico, os instintos mais baixos do ser humano são adotados como modelo de conduta numa sociedade competitiva e divorciada da política, os defensores da paz foram perseguidos, presos, torturados e mortos, em regimes extremistas; Nova Iorque foi alvo de um ataque à própria humanidade.

Não vivemos no mundo que Lennon sonhou ou defendeu. A sua morte marcou a vida de milhões de pessoas. Como contraste, passemos agora a ouvir os depoimentos de três delas, já que a frase “all you need is love” já não é grande prioridade num mundo em conflito crescente entre os políticos e as populações, e entre as próprias pessoas.

Recuando alguns anos, e porque hoje é dia de recordar John Lennon.

Ainda mal recomposto da morte do amigo (se isso alguma vez for possível), Ringo Starr afirmou: “A música sempre foi mais importante do que o resto. Para mim, pessoalmente. Terá de perguntar aos outros dois… É estranho dizer ‘os outros dois’…  eram três, agora apenas podemos perguntar a dois, o que é… aborrecido, mas tenho a certeza de que ele está bem. Estou muito triste, ainda tenho saudades do John. Terei sempre. Mas tudo ainda é muito recente.”

Ringo e John em Help!
Ringo e John em Help!

Ringo soube da morte de Lennon através de um telefonema da filha de Barbara Bach, então sua companheira. “Disse que John tinha sido alvejado. Fiquei arrasado, mas, nessas alturas, pensa-se que foi no braço ou na perna… e depois vieram dizer que estava morto.” Ringo pede para interromper a entrevista, mas prossegue: “Não ajuda nada, mas perturba-me sempre falar sobre isto. Era um grande amigo.”

Ringo viu John pela última vez a 15 de novembro de 1980, cerca de três semanas antes do assassínio do músico. “Fomos até Nova Iorque uns tempos e hospedámo-nos no Plaza. E já não nos víamos há bastante tempo, visto que nos encontrávamos nos sítios onde, por acaso, estávamos nessa altura. Ele apareceu com Yoko e divertimo-nos muito, pois eles ficaram durante cinco horas. Não importava se já não nos víamos há um ano, ou assim, porque sempre que nos víamos era ótimo, e, dessa vez, divertimo-nos imenso. Eu, pelo menos.”

Quando a entrevistadora refere o modo como o seu país (o Reino Unido) foi afetado pela morte de John Lennon, Ringo interrompe: “Este país não, o mundo.”

“Mas, apesar de eu ter ficado… estou sempre a citar isto porque é extraordinário. Na verdade, fui até ao Dakota… [o prédio onde John vivia e diante do qual foi alvejado]. Estava nas Bahamas e, mal soubemos, alugámos um avião para Nova Iorque. Não porque pudéssemos fazer alguma coisa. Mas uma pessoa vai para dizer ‘olá’ e perguntar se há alguma coisa que… na verdade, não podemos fazer nada. Dizemos, ‘estamos aqui’. A nossa cabeça não está bem.”

lennon beatles“E eu disse a Yoko: ‘Sei como te sentes.’ E a mulher, com toda a honestidade, disse-me na cara: ‘Não sabes, não.’ Por muito íntimo que eu fosse de John, não era sequer metade do que ela era. Isso deixou-me sem palavras, mais do que o resto.”

Outra coisa que entristeceu Ringo foi o facto de John atravessar um período particularmente feliz na sua vida. “Eles eram felizes. Eram duas pessoas numa só.”

Quando foi até ao Dakota, o lugar estava repleto de admiradores de Lennon. “Gritavam para que Yoko ou Sean viessem à janela, mas teria sido melhor se a tivessem deixado em paz. Porque não o iam trazer de volta, e não ajudava ter aquela multidão toda cá fora, a tocar a sua música, o que está bem, se era isso que queriam, mas por que não a tocavam em casa? E, ao sair, não precisava que as pessoas me dissessem o quanto adoravam os Beatles, quando acabáramos de perder o John. Porque eu não fui lá para ver um Beatle. Fui lá para ver um amigo; não tinha nada a ver com qualquer grupo.”

Starr acreditava que Lennon estava bem. “Acredito que está lá em cima, à minha espera para que eu vá tocar bateria com ele… há uma grande banda no céu. Acredito que está lá com Jimi Hendrix, Elvis e todos eles. Provavelmente, são eles que ficam acordados a noite inteira… perdemos muitas pessoas boas.”

“A VERDADE ENQUANTO RECORDAÇÃO”

O mais criticado, durante anos, foi Paul McCartney, que, aguardado por um batalhão de jornalistas à porta do estúdio onde trabalhava, em Londres, comentou a morte de John com aparente frieza, mascando pastilha elástica: “É uma chatice, não é?”, antes de partir de automóvel. O que passou despercebido ao público foi o modo como Paul recebeu a notícia, várias horas antes, em sua casa. A sua esposa, Linda, chegou e viu-o à porta. Mais tarde, apenas recordaria que o seu rosto estava “horrível”, tendo a sensação imediata de que algo trágico acontecera. Quando Paul lhe contou, ficaram ambos abraçados a chorar durante bastante tempo.

McCartney foi o mais criticado pela sua reação "fria". Na verdade, estava em choque e não se conseguiu expressar.
McCartney foi o mais criticado pela sua reação “fria”. Na verdade, estava em choque e não se conseguiu expressar.

Cinco anos depois do fatídico dia, McCartney falou sobre a sua relação com John e sobre esse comentário. Paul ficou ofendido com um livro que mencionava Lennon como um herói e força motriz dos Beatles, e o rebaixava a ele, a George e Ringo. “É um retrato a preto e branco. Mas percebo como aconteceu, porque, de facto, John era um grande tipo, não há dúvida, e certamente foi um herói. Era um malandro, como todos nós. Era capaz de maldades e também de coisas maravilhosas. Prefiro manter a verdade enquanto recordação.”

“E ouvi uma entrevista dele, no dia em que morreu, dizendo que não queria ser um mártir. E ele repetiu isso várias vezes. Por isso, sei que ele não quereria ser ‘santificado’. Mas foi o que aconteceu. Julgo que, quando morremos, fecha-se o livro da nossa vida. No caso de um pintor, por exemplo, o preço do seu trabalho sobe a pique, pois não vai pintar mais. E, nessa altura, as pessoas podem avaliar o que éramos. E não há hipótese de regressarmos para dizer, ‘não foi nada disso’. É muito fácil.”

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“Provavelmente, fiquei mais abalado do que a maioria das pessoas, quando John morreu. E sofri muito. Mas não tenho grande aptidão para mostrar tais emoções publicamente, por isso, quando alguém me espetou um microfone à frente da cara, naquele dia, perguntando, ‘como comenta?’… houve muitos comentários politicamente corretos, como ‘John vai deixar imensas saudades’, e eu só consegui dizer, ‘é uma chatice, não é?’”

“Não consegui dizer mais nada. Nem o George nem o Ringo, ninguém fez grandes comentários, pois John era demasiado querido para nós. Foi um choque muito forte. Mas é claro que isso foi citado na imprensa: ‘McCartney disse que foi [num tom desinteressado] uma chatice.’… E a coisa sai assim.”

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O produtor dos Beatles, George Martin, teve pena de McCartney. “Foram palavras insensatas, mas Paul foi apanhado com as defesas em baixo.”

McCartney prossegue: “Mas, já agora, posso dizer que provavelmente me incluo numa lista das 10 pessoas que mais amavam John. Se perguntarem à sua tia, ela também dirá que ele podia ser mau, tal como podia ser bom, como qualquer tia dirá sobre os seus entes queridos. E há o perigo de canonizarem alguém como John e dizerem que ele nunca fez nada de mau na vida. E acho que ele não quereria isso; ele não era esse tipo de pessoa. Acho que ele era fantástico e fez tanta coisa de valor… ainda não acredito que morreu…”

“É algo que fica sempre connosco. É muito estranho quando uma coisa destas sucede. Perguntamos a nós mesmos o que sentimos na altura… não sei, é muito esquisito. Nunca tive um amigo tão íntimo que morresse, por isso…”

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Paul sempre sentiu a falta de John, também a nível musical, o que, na sua opinião, é fácil de explicar: “Antes de ele morrer, nós não trabalhávamos juntos há muitos anos, por isso, já nesse período eu lhe sentia a falta. Foi, sem dúvida, o melhor colaborador que já tive, e não será fácil para ninguém encontrar um colaborador tão bom como ele. Mas ele era esperto e… tivemos muita sorte porque começámos juntos, aprendemos a tocar guitarra juntos, pelo que estivemos sempre ao mesmo nível.”

“Faltávamos às aulas e vínhamos para minha casa, onde tentávamos escrever as nossas primeiras canções. Portanto, crescemos juntos. Lembro-me de escrever «Getting Better» para Sgt. Pepper, e cantava, “está a ficar cada vez melhor”, tudo muito otimista, e o John a acompanhar, “não podia piorar muito”… não há nada que substitua isso! Essas coisas são mágicas…”

ATÉ NÃO HAVER MAIS NADA PARA TOCAR

John & George on an attic in HamburgMcCartney e Lennon já se falavam na altura em que John foi assassinado, embora não tivessem recuperado a proximidade que os unira no passado. Isto não sucedeu com George Harrison. Conhecido como o mais reservado dos Beatles, era também o mais espiritual. Já não falava há vários anos com Lennon, e este, nas últimas entrevistas que deu, falou do velho amigo com ressentimento. Alguns anos depois, George contou o modo como soube da morte de John:

“Começou por ser um choque, por ter sido um assassínio e, embora sempre fosse uma constante na sociedade – já acontecera a presidentes –, não se pensava que as estrelas de rock fossem suficientemente importantes para serem mortas. Na verdade, não acho que ninguém seja suficientemente importante para ser assassinado. E, se lhe aconteceu a ele, podia acontecer a qualquer pessoa que sobe a um palco ou sai de um automóvel.”

“Eu estava a dormir, nessa altura, em Inglaterra, quando recebi um telefonema, às quatro ou cinco da manhã. Não fui eu que atendi, foi Olivia, e ela disse-me que John fora alvejado, e eu perguntei se era grave, pensando tratar-se de um ferimento superficial. Mas ela disse que estava morto. Na verdade, voltei a dormir. Foi uma forma de fuga, talvez. E esperei pelo que seria dito na manhã seguinte… e, na manhã seguinte, ele ainda estava morto. Confesso que não fiquei tão abalado, já que, quando estive na Índia, tomei contacto com as escrituras. E lá é descrito que nunca existimos e que não há uma altura em que deixamos de existir. A única coisa que muda é o estado do nosso corpo. Nascemos, morremos, e a morte, tal como a encaro, é como tirar um fato; a alma pertence a estes três corpos e um deles desaparece. Sinto a presença dele.”

lennon beatles (15)“Já não o via há dois anos, antes da sua morte, mas eu conhecia o John, passámos por muitas experiências, e ele acreditava ser uma alma que era contida por um corpo durante um determinado período de tempo. O modo como ele morreu é que… é preferível abandonarmos o nosso corpo quando morremos, do que ter um lunático a balear-nos na rua ou morrer num acidente de avião. Foi infeliz o modo como morreu, mas não importa; ele está bem e a vida flui por dentro de nós e sem nós.” Apesar destas considerações metafísicas, George consideraria, mais tarde, a morte de John “um desperdício”.

Quando fez estes comentários, já tinham passado anos e, ao contrário de McCartney, George estava com as defesas erguidas.

No dia em que soube do assassínio de Lennon, Harrison reagiu com fúria, emitindo um sucinto comunicado no qual realçava o respeito que sentia por John e a sua tristeza por ter sido assassinado. Tal como os outros Beatles, George estava transtornado. Foi gravar para o seu estúdio. Al Kooper trabalhou com ele, nesse dia, e recorda apenas: “Embebedámo-lo. E fomos tocando até não haver mais nada para tocar.”

Mas ainda havia algo a dizer. Em 1992, Paul McCartney disse lamentar a situação de George, já que ele, ao contrário de si próprio, não conseguira reatar a amizade com Lennon, aquando da sua morte. Pouco suscetível a demonstrar publicamente o que sentia, como Ringo fez, George dedicou uma canção a John, «All Those Years Ago», que gravou com Paul e Ringo, em 1981. Deixou que a música falasse por si. Harrison quase idolatrava Lennon.

Vivemos num sonho mau
Eles esqueceram-se da humanidade
E foi a ti que encostaram à parede
Há todos aqueles anos
Foste tu que Imaginaste tudo
Há todos aqueles anos.

Revolta foi também o que sentiu David Gilmour, por exemplo. Compôs o tema «Murder», incluído no seu segundo álbum a solo, About Face, de 1984. Outro músico que não tocou no assunto foi Mark Knopfler, que escreveu a letra de «Rüdiger» nessa altura, acerca do conceito de um fã fanático que coleciona autógrafos, inspirando-se num personagem real. Mas demorou 15 anos a encontrar a música e gravá-la.

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Eric Clapton, que foi convidado a tocar guitarra em «While My Guitar Gently Weeps» não era pessoa que se impusesse. Mas, quando chegou a Abbey Road, onde os quatro Beatles discutiam fervorosamente enquanto gravavam The White Album, provocou serenidade em todos eles. Todos se comportaram com ele em estúdio. Embora fosse grande amigo de George Harrison, Clapton também colaborou com Lennon e estimava-o, embora, publicamente, John fosse, por vezes, considerado um agitador e algo agressivo nas opiniões e comportamentos. “Não posso ser o que não sou”, disse Lennon, certa vez.

A reação de choque e pesar, ao saber da sua morte, não se traduziu em opiniões habituais em datas trágicas. Isso aconteceu, é óbvio, o que não passou despercebido a Paul McCartney. Músicos que o conheceram, ou não, falam de John Lennon com admiração. Isto poderia advir do impacto enorme que teve na cultura mundial, uma admiração quase conveniente de admitir. Contudo, nas declarações que fizeram acerca de John, da sua morte e do seu contributo, há sempre reverência e não “o respeito baseado no temor” que Albert Camus classificou como a coisa mais desprezível do mundo. John Lennon obteve esse respeito e admiração naturalmente, pelo que foi, pelo que disse e pelo que fez.

Ringo admite que os três que restaram, na época, foram convidados a juntar-se, com uma fortuna prometida a cada elemento do grupo. “Não seriamos capazes. Não seriam os Beatles, seriam George, Paul e Ringo.”

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Nunca imaginei que os Beatles se reunissem, mesmo depois da morte de Lennon. Mas sempre imaginei com ele, secretamente. E não fui o único. Apesar das constrições, imaginar é algo que nunca tirarão ao ser humano, por más que as perspetivas sejam, no mundo de hoje ou no mundo tal como era, no dia em que Lennon o abandonou.

Podes chamar-me sonhador
Mas não sou o único
Espero que um dia te juntes a nós
E o mundo será um só.

David Furtado

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