Centenário Samuel Fuller: O jornalista e o soldado

Há 100 anos, nasceu um homem extraordinário. Aos 12, era ardina, aos 17, repórter de crime em Nova Iorque, aos 20 e poucos, romancista, aos 30, soldado condecorado. E ficaria conhecido como realizador de alguns dos filmes mais marcantes alguma vez feitos. Scorsese diria: “Quando reagimos a um filme de Fuller, reagimos ao cinema na sua essência. Movimento enquanto emoção. Os seus filmes desenrolam-se de modo convulsivo, violento. Tal como a vida, quando é vivida com paixão genuína.”

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Eu gostaria de inspirar outros a terem esperança e a serem audazes, para que sigam os seus sonhos, independentemente dos obstáculos. A vida é um risco. É como o negócio do cinema, com o seu néctar e o seu veneno, as suas aldrabices e ganância, a sua mistura de idealismo, traições, amizades e trabalho árduo. Às vezes, temos um grande êxito, outras, um fracasso. Não há garantia de como nos vamos sair, mas, na vida e nos filmes, a coragem perante a adversidade, a perseverança e o sentido de humor, mantêm-nos a cabeça fora de água.

Sem falar até aos cinco anos, a primeira palavra que Sam disse foi, “martelo!” E, muitas vezes, a sua arte desempenharia esse papel. Atraído pelo ato de contar histórias, Fuller criou-as, especialmente, a partir da sua própria experiência, mas também baseando-se em artigos de jornais. “Muitas delas, inventei-as a partir de situações imaginárias, nas teclas de uma velha máquina de escrever, enquanto fumava um bom charuto.”

samuel fuller jornalista e o soldado (6)Ao longo da sua carreira, e depois de ter deixado de lançar filmes regularmente, foram muitos os realizadores que quiseram conhecer Samuel Fuller, ouvir os seus conselhos, histórias e talvez um pouco da sua sabedoria. Entre eles, contam-se Martin Scorsese, Jonathan Demme, Peter Bogdanovich, Curtis Hanson, Wim Wenders, Mika Kaurismäki, Alexandre Rockwell, Tim Robbins, Quentin Tarantino e Jim Jarmusch.

“Uma vez, Jarmusch riu-se à brava com um conselho que lhe dei acerca de escrever guiões, mas eu falava a sério: ‘Se uma história não te der tusa nas primeiras duas cenas, atira-a para o maldito caixote do lixo.’ Isto pode soar lamechas, mas adoro estes jovens cineastas como um pai benevolente e desejo-lhes um sucesso contínuo.”

Jim Jarmusch é da opinião que “Sam também é muito contraditório. Ele não é racional, e os seus filmes não são sobre racionalidade, são, em grande medida, sobre irracionalidade. Não podemos categorizar Sam de um modo racional. E, ao mesmo tempo, vive uma constante cruzada pela verdade, o que provém do facto de ter sido repórter”.

Nascido a 12 de agosto de 1912, Samuel Michael Fuller era filho de Rebecca Baum (da Polónia) e de Benjamin Rabinovitch (da Rússia). Sam especula que os pais tenham mudado o apelido para Fuller devido a um médico que viajou no Mayflower em 1620: “A minha mãe sempre admirou a coragem desses 101 peregrinos, os primeiros europeus que se estabeleceram na América.”

Samuel, desde cedo, queria viver “rapidamente, avançando ao ritmo do mundo”. “Também cresci a acreditar na verdade – não só na palavra em si, mas na convicção mais profunda de que chegar à verdade era uma causa nobre. Sempre integrou a minha natureza dizer a verdade às pessoas, mesmo que se sintam insultadas. Se elas ficam ofendidas com a verdade, para quê perder o meu tempo com elas?”

TEIMOSAMENTE OTIMISTA

Todos os seres humanos navegam no mesmo barco mortal, cada um de nós com a sua bagagem de derrotas e vitórias. Por que não carregamos o nosso fardo com um sorriso, teimosamente otimistas, aproveitando ao máximo o que resta das nossas vidas? Por que deixamos que a derrota nos derrote mais do que uma vez?

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“Quando um jovem realizador vem ter comigo em busca de um conselho, não respondo com rodeios, especialmente se a coisa tem palavras a mais.”

“O teu guião é demasiado língua-de-trapos”, digo eu. “Mostra a ação, por amor de Deus, não a descrevas! Estás a fazer um filme, não um maldito show de rádio. Um filme com emoção, portanto, deixa que as personagens falem do íntimo.”
“Mas, Sam, estou preocupado com o orçamento”, diz o novato.
“Nunca te preocupes com o maldito dinheiro quando escreves um argumento. Podes preocupar-te com ele mais tarde.”

A primeira coisa que atraiu Fuller, desde a infância, foi a palavra. “Sou grande admirador das bases da nossa nação – a Declaração da Independência, a Constituição – pois, acima de tudo, estão muito bem escritas. A minha habilidade em escrever prosa vívida, e o meu faro para notícias, garantiram-me um trabalho de jornalista adolescente, no mundo enérgico e efervescente de Manhattan nos anos 20.”

Nesses dias, crianças de todas as idades vendiam jornais nas esquinas de mais azáfama. Sam perguntou a uma delas onde se arranjava o crachá que dizia, “ardina”. “Em Park Row.” Publicavam-se 11 jornais por dia, em Nova Iorque, alguns com mais do que uma edição. E foi assim que Sam foi ter a Park Row, o coração jornalístico da cidade. Nunca vira tantos jornais empilhados. Depois da escola, à tarde, ia lá buscar os exemplares e vendia-os nas ruas. “Jornais, jornais, tenho todos os jornais!”, apregoava.

Park Row, o tributo ao jornalismo que Fuller realizaria em 1952.
Park Row, o tributo ao jornalismo que Fuller realizaria em 1952.

Num dia inesquecível, em Park Row, a criança aguardava junto ao New York Evening Journal, quando ouviu novamente um rugido tremendo que provinha das fundações do edifício. “Era como se uma manada de elefantes descesse William Street.” Perguntou a um homem o que era aquilo. Este riu-se. Era o chefe da tipografia, Tom Foley. “Anda, miúdo, eu mostro-te.”

Espantado, Sam viu pela primeira vez aquelas enormes máquinas barulhentas “que cuspiam pilhas de papel impresso”. “Ainda não viste nada”, disse Foley. Subiram ao sexto andar, onde funcionavam os linótipos. Depois, o chefe levou-o ao sétimo andar, o coração do jornal – a redação. Aquela tremenda atividade fascinou Sam, que quis ser copyboy. “Quantos anos tens?” “Quase 13…”

Daí, foi um passo até conhecer Arthur Brisbane, o lendário editor do Journal, tornando-se seu protegido e moço de recados. Brisbane era o braço direito de William Randolph Hearst, que o convencera a trabalhar para si, deixando o rival Pulitzer. Samuel Fuller estava no centro da História do jornalismo americano, e o que mais queria era tornar-se repórter de crime. Depois de trabalhar nos arquivos, foi contratado pelo New York Evening Graphic, em 1928, uma despromoção que rendeu frutos. Devido ao facto de ser menor, o Journal não permitia que Sam desempenhasse tais funções.

O dinamismo do jovem Fuller conquistou o apreço de jornalistas veteranos como Gene Fowler, Damon Runyon e Ring Lardner. Caminhando pelas ruas da metrópole, impaciente por encontrar novas histórias, Sam aprendeu o calão das ruas:

“Poupava-me tempo. Era a única forma de me fazer entender junto de polícias, bombeiros, chulos, prostitutas, barmen, coletores de apostas, dos que trocavam moedas no Metro, nas ruas duras de Nova Iorque. Acreditem que eles não discutiam Balzac.”

No Graphic, Fuller conheceu Rhea Gore, mãe do cineasta John Huston e repórter conceituada, que lhe ensinou muitos truques do ofício. Para tentar parecer mais credível e “velho”, em esquadras de polícia, Sam começou a fumar charutos, hábito que nunca mais abandonaria.

Um dos scoops que obteve foi o da morte da atriz Jeanne Eagels (1890-1929), vítima de uma overdose de drogas, expressão tabu. Sam foi informado de que o cadáver da atriz se encontrava numa funerária. A sua pesquisa conduziu-o à verdade, e as palavras frias do agente da funerária seriam o título do artigo: «Nós tratamos do corpo.»

Jeanne Eagels.
Jeanne Eagels.

Fuller era admirador de Eagels e colocou, a partir daí, uma foto dela na sua secretária.

Claro que a mãe de Fuller não apreciava que o filho tivesse abandonado o liceu por esta vida menos respeitável, mas o entusiasmo de Sam não dava tréguas. Os únicos trabalhos que recusou, devido à sordidez, foram os de execuções na cadeira elétrica. Após assistir a seis, pediu que mandassem outro colega à Prisão de Sing Sing. “O cheiro a carne humana queimada parecia saído do Inferno.”

Sam queria conhecer a América, viajando de comboio e trabalhando como freelancer. Um dos trabalhos que mais o enojou foi a cobertura de uma reunião do Ku Klux Klan. Testemunhou também os violentos motins de São Francisco. Assentou na Califórnia, tentando escrever argumentos para o cinema, nos anos 30. Aprendeu que um argumento tem de ser uma visão muito pessoal de um filme e também que se trata apenas de um protótipo.

É então que conhece várias figuras lendárias da indústria, como Howard Hawks, Raoul Walsh e Fritz Lang. E foi inspirado pelos seus mestres: Twain, Dostoiévski, Dickens, Zola. Escreveria também uma dúzia de romances. Noutras situações, devido à sua destreza com enredos e linguagem, foi contratado como escritor-fantasma por editores, visto que autores conhecidos não tinham tempo para os seus escritos. O cheque era chorudo, mas Sam tinha de se comprometer a nunca divulgar o que fizera.

Sam Fuller tornou-se jornalista numa época em que os americanos sabiam o que se passava no país através de jornais, revistas e livros.

“O advento da televisão, um meio imediato e direto, teve uma enorme influência em todas as facetas da nossa sociedade, que não se revelou bem o benefício que se previa para a democracia. O verdadeiro valor da nossa comunicação a alta velocidade, moderna e excessiva, tornada possível pelos computadores, será julgado por apenas um fator: A sua contribuição para a democracia.”

Sam viria a escrever, produzir e realizar Park Row (1952), uma obra em que homenageou a imprensa livre e demonstrou a sua paixão pelo jornalismo. Já com 80 anos, o seu grande arrependimento foi nunca ter fundado e gerido um jornal. Eu pensava que o melhor filme sobre a imprensa escrita era Os Homens do Presidente, até que vi a película de Fuller.

Para Quentin Tarantino, “Park Row foi uma das maiores cartas de amor da História do cinema. É uma carta de amor ao jornalismo”.

Rebenta então a II Guerra Mundial e, aos 29 anos, Samuel alista-se para combater. Hitler dominava a Europa. “Era claro para todos que os nazis eram criminosos e tinham de ser detidos. Era uma grande oportunidade de fazer a cobertura do crime do século, e ninguém me ia impedir de o testemunhar.” Este idealismo em breve se despedaçaria.

NA LINHA DA FRENTE

samuel fuller jornalista e o soldado (1)A mãe ficou horrorizada, e os amigos pediram-lhe que não o fizesse. Alguns possuíam contactos que o poderiam colocar num posto mais seguro como as comunicações ou enquanto repórter de guerra, mas Sam queria ver a realidade do ponto de vista da infantaria. Praticamente tudo aquilo que testemunhou, viria a ser incluído, de forma condensada, em The Big Red One (o livro e o filme).

O seu primeiro contacto com o horror da guerra foi durante um desembarque na praia de Arzew, na Argélia.

“Um dos nossos tipos foi atingido por um morteiro e ficou em pedaços, a cabeça separou-se do corpo e veio cair junto a mim. Vi de perto a sua expressão chocada, os seus olhos esbugalhados cheios de medo e surpresa. Esqueci-me do sítio onde estava. Essa visão ficaria comigo para sempre, como uma folha num fóssil, sem nunca desaparecer.”

Noutra situação, enquanto a Big Red One, a 1ª Divisão de Infantaria, avançava para Djebel Chemsi, ouviram-se tiros ao longe. A unidade chegou a uma tenda, e um soldado americano apareceu com ar de lunático. “Não há árabes aqui.” Fuller seguiu o sargento até ao interior da tenda. “Dois homens e três mulheres estavam mortos. Havia sangue por todo o lado. Percebia-se que uma delas estivera a amamentar um bebé. O sargento olhou para os corpos, e todos nos sentimos repugnados. O recruta sorria com orgulho.”

“Dá-me a tua arma!”, ordenou o sargento.
O soldado obedeceu, relutante.
“Algum deles disparou contra ti?”
“Não lhes dei hipótese.”
“Sacaram de alguma faca?”, insistiu o sargento.
“Para mim?”, riu-se o soldado como uma hiena. “Deviam tê-los visto, a saltarem como galinhas.”
“Matá-los, deu-te tusa, não foi?”
“Não me disseram para matar o inimigo?”
“Chamas a isto o inimigo?”, disse o sargento, pegando nos restos mortais do bebé.

“O sargento enrolou o que restava do bebé num lençol. Limpou o sangue das mãos com água do cantil. O sol queimava, e as moscas já enxameavam em redor dos cadáveres. Depois, apontou a sua espingarda ao soldado, destravou-a e deu-lhe dois tiros no coração. O recruta caiu como um saco de batatas. Ficámos petrificados. O silêncio só se quebrou com o som da patilha de segurança, reposta pelo sargento.”

Em Itália, Fuller e outros camaradas recebem a Purple Heart por bravura em combate. “Enquanto o Coronel Taylor prendia aquela coisa no meu uniforme sujo com um alfinete, disse-lhe que não queria medalhas. ‘Deviam dá-la a um daqueles italianos, que não falharam um tiro em Gela.’ ‘Estão mortos. Cala-te e aceita’, disse Taylor. ‘Ou espeto-ta no rabo.’”

“Quando realizei filmes sobre a guerra, anos depois”, recorda Fuller, “procurei mostrar que a sobrevivência, e não o heroísmo, era a motivação básica dos soldados no campo de batalha. Os heróis eram nomeados por generais ou editores atrás de secretárias, longe da morte e destruição. A última coisa em que pensávamos era em ganhar uma medalha. A nossa maior preocupação era mantermo-nos inteiros. Quando apanhávamos com uma bala ou um estilhaço, e não atingia um ponto vital, não era nada de mais. Pelo menos, procedíamos assim.”

Um dos cameos que fez como militar: 1941 - Ano Louco em Hollywood de Steven Spielberg, que lhe "roubou" várias ideias.
Um dos cameos que fez como militar: 1941 – Ano Louco em Hollywood de Steven Spielberg, que lhe “roubou” várias ideias.

“Apanhei uma bala no peito, quando avançávamos para Saint-Lô. Todos se feriam de uma forma ou doutra. Fazíamos de conta que era mais um buraco no nosso corpo. Se tivessem a sorte que eu tive, a bala não atingia órgãos vitais e sobrevivia-se. Os ferimentos eram tão quotidianos como beber café ou fumar um cigarro. Troçávamos de alguém que se lamuriava por causa de um ferida. Era uma das formas de sobreviver à insanidade da guerra.”

No Desembarque da Normandia (o dia D), a 6 de junho de 1944, o cabo Samuel Fuller é novamente condecorado. Entre campos minados, tanques, fogo cruzado da artilharia e das metralhadoras, muitos soldados aliados perderam a vida. No meio do caos, Fuller procurou ajudar colegas feridos. Foi encarregue de notificar o seu comandante de regimento, de uma brecha que se abrira na linha inimiga, permitindo o avanço. Correu cerca de 100 metros pela praia, sob fogo constante. Entregue a mensagem, fez o caminho de regresso para dizer que a vital indicação fora entregue. Por milagre, não sofreu qualquer ferimento.

Mas ninguém estava preparado para o derradeiro combate da Guerra. A ordem era para capturar um campo de prisioneiros junto a Falkenau, na Checoslováquia. Foi ordenado aos soldados que não fizessem prisioneiros, pois quem lá se encontrava eram membros da SS.

Sam revisitaria Falkenau em 1988, a pedido do realizador Emil Weiss. E permitiu que as suas filmagens do campo fossem integradas no documentário Falkenau the Impossible:

Feita a captura, perceberam que era um campo de concentração, algo de que tinham ouvido falar, mas que nunca tinham presenciado.

“A realidade era demasiadamente cruel para suportar. Uma trágica mistura de judeus, checos, polacos, russos, ciganos e alemães antifascistas. Parecia um conto de Edgar Allan Poe tornado real. Tínhamos de trabalhar com trapos sobre os narizes, para retirar as pilhas de cadáveres. E o mais trágico era que a maioria deles só estava livre para morrer.”

Sam, por ordem do capitão, filmou os procedimentos. Seria o seu primeiro filme. O oficial obrigou também os cidadãos mais proeminentes de Falkenau, que alegavam desconhecer as atrocidades que ali se passavam, a participar ativamente: Vestiram os cadáveres e levaram-nos através da povoação até ao local onde os enterraram com a mínima dignidade.

Chegado a casa, Fuller guardou o filme e nunca mais o quis rever durante décadas. “Acabara tudo. A reentrada na sociedade era tudo o que queríamos. Mas era assustadora. Como podíamos contar ao mundo o que experimentáramos e testemunháramos? Como poderíamos viver com nós mesmos?”

FILOSOFIA DE FULLER

“Nunca perdi o meu ardor pela História e pelas suas iluminações. E nunca empreguei mal o meu otimismo. Tendo vivido à margem de Hollywood durante muitos anos, física e espiritualmente, permaneço hoje um outsider. Quanto à vida, sempre mergulhei nela de cabeça e sem me preocupar com o fracasso.”

samuel fuller jornalista e o soldado (4)“Espero que a história da minha vida seja especialmente encorajadora para os jovens realizadores, que tentam sobreviver nas águas infestadas de tubarões do negócio do cinema. Até os tubarões são mais respeitáveis do que alguns dos hipócritas e parasitas que andam em redor dos realizadores. É uma indústria repleta de gente que professa ideais elevados e sensibilidade artística, enquanto explora e trai os verdadeiros criadores.”

“Os grandes orçamentos arruinaram este negócio. Na América, a palavra ‘artista’ nunca é atribuída a um realizador, a não ser que o seu último filme tenha vendido muitos bilhetes. Então, tornas-te num realizador série ‘A’, mas a inicial não tem nada a ver com ‘Arte’, apenas com dólares.”

“A história da minha vida lembra a de Cândido [de Voltaire], vagueando por esta Terra em busca da verdade, ainda a rir, após tanta adversidade. Pensando melhor, talvez Dom Quixote de la Mancha tenha sido o meu verdadeiro exemplo. Inventei utopias e luto pelo que está certo desde que me recordo. ‘Se um homem pudesse ascender aos céus e observar o poderoso Universo’, escreveu Cervantes, ‘a admiração da sua beleza ficaria muito diminuída se não tivesse alguém com quem partilhar o seu prazer’.”

David Furtado

(Continua no próximo artigo.)

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