A estreia de Clint Eastwood como realizador: Play Misty for Me

O primeiro filme que Eastwood realizou foi um marco decisivo na sua carreira e, desde logo, um indício de futuros triunfos. Para sua obra de estreia, Clint Eastwood escolheu um thriller quase hitchcockiano com elementos de terror, que seria “adaptado” mais tarde como Atracção Fatal. Segue-se a história das filmagens e dos bastidores de Play Misty for Me.

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Como gosto sempre de dizer, não havia muitas pessoas prontas a aceitar-me enquanto ator… e muito menos enquanto realizador. (2001)

Clint Eastwood já acalentava a ideia de realizar desde que protagonizou a série Rawhide, entre 1959 e 1965. A certa altura, sugeriu ir para o meio de uma manada de gado com uma câmara Arriflex para obter planos originais. Realizou pequenos trechos na segunda unidade de filmagens e tentou realizar um episódio, mas não o deixaram. Depois de participar na trilogia dos dólares de Sergio Leone, com quem aprendeu bastante, esse desejo intensificou-se. Regressa aos EUA e protagoniza sete filmes, três dos quais realizados por Don Siegel, que se tornaria, a par de Leone, o seu segundo “mentor”. Quando trabalhou com Siegel, realizou várias sequências: “Chamávamos-lhes as ‘Clintus shots’, ideias de Clint que eu roubava”, diz o realizador.

Jessica Walter ('Evelyn').  Não o achou grande ser humano nem gostou de trabalhar com ele, mas... fartou-se de lhe fazer elogios, mais tarde...
Jessica Walter (‘Evelyn’). Não o achou grande ser humano nem gostou de trabalhar com ele, mas… fartou-se de lhe fazer elogios, mais tarde…

Em 1970, conseguiu finalmente a sua oportunidade. “Só muito tempo depois de trabalhar como ator é que me ocorreu realizar”, recapitula Eastwood. “Don Siegel foi provavelmente o meu maior patrocinador. Eu disse-lhe que tinha um pequeno projeto que tencionava realizar e ele respondeu, ‘vai em frente, eu apoio-te. Deixa-me assinar o teu cartão da Directors’ Guild of America… [eram necessárias duas assinaturas].’” O filme anterior de Clint Eastwood, The Beguiled, realizado por Siegel, não fora um sucesso comercial, pelo que o mais indicado para lhe suceder não era uma estreia na realização, mas sim, uma grande e heroica aventura.

Clint lera, há alguns anos, a história de Jo Heims, uma secretária da Universal, e tencionava levá-la ao grande ecrã, sem se sentir desmoralizado quando vários estúdios recusaram. Heims era sua amiga de longa data (e, segundo um biógrafo, mais do que isso). Quando filmava Two Mules for Sister Sara para a Universal, falou da ideia a Jennings Lang, que lhe respondeu: “Jesus Cristo! Quem quer ver Clint Eastwood a fazer de disc-jockey?”

Eastwood no escritório durante a produção de Destinos nas Trevas.
Eastwood no escritório durante a produção de Destinos nas Trevas.

“Eu tinha um contrato de três filmes com a Universal, pelo que estava bastante ligado a eles”,   recorda Eastwood. “Por isso, conversei com Lew Wasserman e disse-lhe que tinha um projeto em que queria entrar e também realizar.” Explicou que filmariam em locais já existentes, não em cenários, pelo que o orçamento seria reduzido. Wasserman perguntou-lhe por que queria realizar uma obra em que o papel mais importante era o de uma mulher, mas acabou por consentir. “Disse-me, sereno, ‘acho ótimo’. E eu pensei, ‘caramba, até foi fácil…’”, relembra Eastwood.

No entanto, o agente chamou-o, no corredor, e revelou-lhe que os estúdios não se importavam que ele realizasse, só que não lhe pagariam. “Eu respondi ‘tudo bem, faço-o de graça’”, recorda Clint. “É uma atitude esperta da parte deles, querem ver o material primeiro.” O agente, Lenny Hirschan, propôs então que o pagamento do ator consistisse numa percentagem dos lucros.

“Por acaso, revelou-se uma boa opção, mas eu tê-lo-ia realizado de borla. A maioria das pessoas faz isso… quando quer muito uma coisa.”

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Enquanto preparava Play Misty for Me, sucedeu uma tragédia na vida de Eastwood, a morte do pai. O ator interrompeu o trabalho durante semanas e desapareceu de circulação. Fritz Manes, que produziu mais de uma dúzia dos seus filmes, comentaria:

“Foi completamente devastador para Clint, pois foi a única coisa má que lhe acontecera na vida. Tudo o resto corria bem; apesar dos percalços… ao fim do dia, tudo se resolvia. Mas ele não conseguia compreender isto. Durante muito tempo, não o conseguiu ultrapassar e, por pouco, não sofreu um colapso.”

Quando Clint regressou, todos repararam numa “urgência” no seu comportamento. Queria realizar o filme, e depressa. As filmagens duraram apenas um mês e terminaram cinco dias antes do previsto.

DAVID E EVELYN

Clint entregou o script de Jo a Dean Riesner, para que o polisse. Decidiu-se que a ação decorreria em Carmel, na Califórnia, localidade que Eastwood conhecia bem, em vez de Los Angeles. A história baseava-se numa amiga de Heims que perseguira um homem, tornando-se numa stalker. O ator interpreta ‘David’, um disc-jockey que, durante os seus programas radiofónicos noturnos, recebe chamadas de alguém a pedir-lhe para tocar «Misty», o clássico do pianista Erroll Garner: “Toca ‘Misty’ para mim”, diz a misteriosa fã. Pouco depois, conhecem-se e têm um caso, só que ‘David’ pretende reconciliar-se com a namorada ‘Tobie’ e põe fim ao romance. Mas ‘Evelyn’ assedia-o ao ponto da loucura. Aquilo que parecia uma aventura sexual com uma fã, torna-se num pesadelo do qual ‘David’ não consegue escapar.

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A escolha da atriz que representaria ‘Evelyn’ era importantíssima. O estúdio queria um nome famoso, como o de Lee Remick, entre outras sugestões, mas Eastwood optou pela desconhecida Jessica Walter, que seria nomeada para o Globo de Ouro pelo seu desempenho em Play Misty for Me. Uma amiga de Clint sugeriu-lhe que visse The Group, de Sidney Lumet, alertando-o para a participação de Jessica. “Numa cena, ela é esbofeteada, e o olhar que ela deita ao agressor… foi quando eu disse, ‘é esta pessoa que eu quero!”, revela Clint. O ator/realizador chamou Jessica Walter, que até então trabalhava mais em TV e teatro.

“Ela apareceu, apertámos as mãos, e perguntei, “queres este papel?’. Ela disse, ‘podes apostar que sim!’.” Por seu turno, Walter lembra-se de que ficou agradavelmente surpreendida ao conhecê-lo. “Não tinha nada de estrela. Muito descontraído, calmo, educado… A reunião foi longa, e ele estava a beber sumo de cenoura, isto antes das health foods se tornarem moda. Ofereceu-me um pouco, mas recusei… gostei dele imediatamente. Não se consegue não gostar dele.”

Segundo Eastwood, “‘Evelyn’ é muito coquete, às vezes, infantil, outras vezes, enlouquece e também consegue ser muito sensual ou sexual. Estes elementos são bastante típicos da esquizofrenia”. Jessica Walter acrescenta:

“A maior armadilha ao interpretarmos alguém que é louco, é interpretá-lo como um louco. Por isso, interpretei-a como uma rapariga americana comum. Tão simples como isso. Nunca a achei louca. É importante que ela pareça perfeitamente normal, ou então não há interesse quando descobrimos que não é.”

Por este motivo, o argumento foi alterado, novamente contra os desejos do estúdio. ‘Evelyn’ deveria pedir um vodka stinger no bar, mas opta por Coca-Cola. “Eu queria que ela fosse pura como a neve”, refere Walter, “que não fumasse nem bebesse”. Estes pormenores são eficazes, já que o espectador começa a obter pistas de que algo não está bem com ‘Evelyn’ à medida que o filme se desenvolve, através das suas reações repentinas e inesperadas, que descambam numa fúria homicida.

Eastwood procurava alguém com o espírito das atrizes dos anos ‘40, possuidora de um tipo de força que faltava às atrizes e aos papéis da época. “Uma mulher ser vilã… não era comum na altura. Geralmente, eram secundárias relativamente aos protagonistas masculinos”, comenta Eastwood. Esta escolha inspirada seria a primeira de muitas; Clint selecionaria atrizes como Meryl Streep, Hilary Swank, Sondra Locke ou Angelina Jolie para grandes papéis.

Donna Mills.
Donna Mills.

Para desempenhar ‘Tobie’, o realizador pretendia estabelecer um contraste com a assustadora ‘Evelyn’. Numa conversa com Burt Reynolds, este sugeriu Donna Mills, com quem trabalhara recentemente em TV. A atriz recebeu um telefonema do agente: “Querem que entres num filme com… Clint Eastwood.” Mills aceitou “sem fazer qualquer audição”. “Conheci-o no dia antes de começarmos a filmar. Encontrámo-nos no bar. No dia seguinte, já estávamos a trabalhar.”

Foi com Donna Mills que Clint filmou uma sequência idílica, em que ambos passeiam na praia e fazem amor na floresta, ao som de «The First Time I Ever Saw Your Face», de Roberta Flack. O tema atingiu o número 1 do top graças ao filme. Estas cenas serviam de equilíbrio ao lado mais negro da narrativa. “Ele perguntou-me se eu tinha problemas com a nudez. Eu pensei, ‘o que dirá a minha mãe!’. Mas deixou-me à-vontade: Se houvesse algum pormenor que me deixasse desconfortável, ele cortava, não havia problema”, recorda Mills.

Outra cena mais descontraída foi filmada no Festival de Jazz de Monterey, com uma pequena equipa, sem recorrer a figurantes. Mas o estúdio pressionava sem que Clint cedesse. Sugeriram-lhe que não usasse o tema «Misty», mas sim outro, cujos direitos pertencessem à Universal, como «Strangers in the Night». “Eu achei que ‘Play Strangers in the Night for Me’ não era um bom título…”, recorda Eastwood. Assim, obtiveram os direitos da música de Erroll Garner, que regravou o tema de propósito para o filme.

INSTINTO E RIGOR

Como afirmam muitos colaboradores, Clint, ao realizar, funcionava por instinto. Gostava de poucos takes, três ou quatro, e optou pela técnica de colocar uma câmara de vídeo presa à câmara. Assim, podia visualizar imediatamente os resultados e ajustar os enquadramentos e os movimentos da câmara. Apenas Jerry Lewis utilizava uma técnica parecida, na época.

Foi Don Siegel que lhe deu o valioso conselho:

“Como também realizas, vais cair na tentação de ficares mais atento aos outros atores e podes-te desleixar com o teu próprio desempenho.”

Erroll Garner e Clint Eastwood.
Erroll Garner e Clint Eastwood.

Clint contratou Don Siegel para um pequeno papel, o de barman, e filmou essas cenas primeiro, originando o boato de que estava inseguro e queria o veterano realizador com ele. Na verdade, Siegel estava muito mais nervoso do que Eastwood e insistiu para que ele arranjasse um ator profissional. Como resultado, improvisou bastante. Terminado o trabalho, Siegel abandonou o set, afirmando que Clint tinha “a situação controlada” e a sua presença não era requerida.

Nalgumas sequências, Clint aprendeu enquanto trabalhava. Numa cena em que está de costas e a luz do telefone pisca, avisando que tem uma chamada, poderia ter movido convencionalmente a câmara até o focar de frente, mas a opção foi outra: “Os movimentos da câmara são ótimos, mas descobri que a imobilidade pode ser muito eficaz. Não gosto de explicitar demasiado a ação. Assim, o público fica a indagar-se, ao ver o telefone a piscar. Depois, quando as coisas se tornam mais radicais, aí sim, podemos usar o movimento.”

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Clint Eastwood utilizou fotografia aérea e trabalho de câmara-à-mão, além das “tracking shots” (em que a câmara é colocada sobre carris), elementos que se tornariam constantes nas suas realizações. “Comparei todos os planos na minha cabeça, tomei notas, analisei as filmagens do dia.” Durante muitos anos, o realizador não seria tão meticuloso como em Misty.

Jessica Walter concorda: “Clint estava sempre preparado. Algumas cenas foram cansativas, mas de um modo entusiasmante.” O realizador acrescenta:

“Eu tinha um plano em mente, mas, ao mesmo tempo, não tinha problemas em alterar esse plano. E, como trabalho muito depressa, o meu motor acelera e o da equipa também. Todos começam a dar um bom input e acontecem coisas interessantes.”

Eastwood também se esmerou como ator sem negligenciar a realização. As melhores cenas do filme são aquelas em que interage com Jessica Walter. Contudo, a atriz demonstra tanto dinamismo – é simultaneamente realista, psicótica e sedutora no papel de ‘Evelyn’, com minissaia e botas de cano alto – que assume o destaque, eclipsando o restante elenco, incluindo o próprio Clint.

COMPROMISSOS MAL INTERPRETADOS

Eastwood recapitula que “Misty era um psicodrama/suspense com um elemento adicional: Analisava todo o problema dos compromissos, a má interpretação do compromisso entre homens e mulheres. A história era apelativa para mim, já que me sucedeu algo parecido na vida real, estive numa situação em que alguém não me deixava respirar”.

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Surgiram alguns problemas na Universal quanto ao facto de Clint bater numa mulher. De acordo com o realizador, “já ouvimos dizer que as pessoas loucas podem ter uma força física incrível. E temos aqui uma louca com uma faca de cozinha. Já assassinou, já ultrapassou os limites todos… E o tipo que eu interpreto é disc-jockey, nunca confrontou tal situação. É um momento de desespero. Julgo que, por essa altura, já qualquer espectador teria vontade de lhe dar um murro”.

Nas cenas de violência explícita, Eastwood procurou um realismo extremo. Foi ele que ensinou Jessica a manusear uma faca.

“Clint disse que eu tinha de torcer o pulso, para que a luz refletisse na lâmina. Na cena em que eu esfaqueio a empregada, disse que queria sangue. E o responsável pela maquilhagem, Jack Freeman, trouxe pequenas garrafas. E ele retorquiu, ‘não entendeste. Quero baldes!’. E Jack regressou com baldes, que foram espalhados por todo o lado. Ele foi mesmo até ao extremo!”

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É interessante que, para a sua estreia enquanto realizador, tenha escolhido o thriller, um género popular, embora não entre no campo da explicação psicanalítica do comportamento de ‘Evelyn’ nem da sua neurose. Os estúdios queriam que ‘Evelyn’ tivesse antecedentes, que tivesse saído de um hospício, o que Eastwood recusou.

Jessica Walter não considera Play Misty for Me um filme de terror. “Para mim, era uma história de amor muito intensa. É o ponto de vista da minha personagem, mas era como eu o encarava. Penso que todos os atores têm de gostar da personagem que encarnam. Tem de haver algo de bom nas piores pessoas do mundo. E temos de encontrar isso, pois temos de interpretar essa vulnerabilidade.”

“Todos temos essas terríveis características dentro de nós”, prossegue a atriz. “As pessoas pensam que é difícil interpretar assassinas, mas não é, já que nós, enquanto atores, temos de recorrer a essa cólera, sem a renegar ou ostracizar. Em Play Misty For Me, honestamente, não achei muito difícil interpretar aquela assassina.”

Clint estava ansioso. Como iriam reagir as pessoas? Por isso, disfarçou-se com uma barba falsa e um chapéu e foi a uma das antevisões para o público. À primeira atitude estranha de ‘Evelyn’, uma fila de adolescentes à sua frente saltou na cadeira, o que Eastwood achou bom sinal…

Don Siegel ficou orgulhoso do trabalho do seu protegido. E John Cassavetes também. Ambos foram ter com Eastwood. “O John gostou muito”, revela Clint. “Disse que era fantástico, mas acrescentou que só havia um problema com o filme: Não tinha o nome de Hitchcock. E eu disse, ‘a sério?’. ‘Claro’, respondeu John. ‘Se tivesse o nome dele, as pessoas já lhe estavam a dar uma data de prémios’.”

O filme – que, em Portugal, recebeu o desinspirado título Destinos nas Trevas – foi bem recebido pelo público e obteve críticas encorajadoras, recuperando o orçamento de 750 mil dólares e lucrando várias vezes esse montante. Um jornalista francês, Pascal Mérigeau observou: “Ninguém ligou muito ao facto de o ‘Mr. Macho Eastwood’ ter lutado muito tempo para realizar um filme que, por acaso, foi escrito por uma mulher. Parece que a obra nos esclarece sobre o modo como Clint encara a relação entre os sexos, conceito muito distante da imagem que, durante tanto tempo, tivemos do ator.” Mas Dominique Maillet escreveu: “Clint Eastwood adicionou a sua mediocridade a um argumento ridículo.”

RECONHECIMENTO TARDIO

“Lembro-me do último dia de filmagens”, afirma Jessica Walter. “Chorei. Lembro-me de dizer a Clint, ‘tenho pena por ter acabado’. Porque foi realmente um trabalho feito com genuína dedicação por parte de todos os envolvidos.”

O próprio Eastwood admite que nunca mais realizou nenhum filme deste género porque nunca leu mais nenhum argumento que lhe soasse real e lógico. “Não me importava de o fazer. Mas gosto de variar. Se encontrasse outro guião que se enquadrasse na minha maturidade atual [risos], certamente tentava.”

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Misty foi muito importante para mim”, reflete Clint Eastwood, “e realizei muitos filmes desde então. Talvez não tivesse feito nenhum deles se não tivesse aproveitado aquela oportunidade.”

“Marcou também uma nova fase na minha vida.” De facto, sendo o filme de 1971, reparamos que o realizou aos 41, com exatamente metade da idade que tem hoje.

O enredo de Play Misty for Me foi recriado, para não dizer plagiado, em Atração Fatal (1987), e já perguntaram várias vezes a opinião de Clint sobre isto, mas o realizador encara a situação com ligeireza, pelo menos, publicamente.

O filme seguinte que Eastwood realizou foi Breezy, em 1973, no qual não participa como ator. Seguiram-se diversas obras, como o excelente The Outlaw Josey Wales, em 1976, que, apesar de estar ao nível do seu trabalho mais recente, foi ignorado pela Academia. Depois de Misty, Clint Eastwood realizaria cerca de uma dúzia de filmes até à consagração de Unforgiven, em 1992, à qual se seguiram outras.

David Furtado

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