Dario Argento no Fantasporto e as atribulações de um caça-autógrafos

A minha carreira como caça-autógrafos foi desastrosa e curta. Só tentei arranjar o autógrafo de duas pessoas. A primeira vez, foi o do David Byrne, em 1998. Não tenho o hábito de pedir autógrafos a ninguém, até porque estou a trabalhar e separo as águas. Conheci várias figuras públicas, algumas até admiro, mas lido profissionalmente com isso e não vejo interesse em autógrafos. Na altura, achei piada. A entrevista que lhe fiz foi breve, ele não estava com muita paciência, mas não foi antipático. Peguei num livro sobre ele, que estava em cima da mesa, e estendi-lho: “Can you autograph the book for me?” “Sure, what’s your name?” “David.” Ele escreveu, “To David A from David B”. E “best wishes” ou qualquer coisa. Infelizmente, dias depois, perdi ou esqueci-me do livro na redação onde trabalhava. Fabuloso.

suspiria dario argento (16)

A segunda e última vez foi no Fantasporto 2005, sem ser em trabalho. Levei a minha edição especial do Suspiria para ver se o Dario Argento a autografava. Ele ia apresentar um concerto dos Daemonia no Sá da Bandeira, o grupo de Claudio Simonetti, que compôs (com os Goblin e a solo) várias bandas sonoras de filmes de Argento. O homem desapareceu! No final, só lá estavam os elementos da banda. Fiquei aborrecido, mas, pelo menos, vi-o. Já não foi mau…

Para compensar o fiasco, enviei um pequeno relato para o site semioficial dele, Dark Dreams: The Films of Dario Argento. O criador do site, Nick, foi simpático e publicou-o a 4 de Março de 2005. Aliás, ele publica relatos de fãs, bem como de críticos. Ainda lá está. Foi em inglês e reproduzo-o aqui, já que o Fantas está quase a começar.

Dario at Fantasporto

David Furtado writes:
The Daemonia Concert had a special guest, none other than Dario Argento. Teatro Sá da Bandeira is a small venue and an old, creepy kind of theatre with red draperies… I thought I was in the middle of Profondo Rosso

Fantasporto’s director, Mário Dorminsky, introduced a gentleman whose film Inferno was shown at the festival in ’81. He said he would only be on stage a few minutes, Mr. Dario Argento…

It was great to see the master. Dorminsky just signaled him to say whatever he wanted. First he apologized for his English and said that he was going to speak a bit of French: “Although my mother was Brazilian, I… mmm… forget all the Portuguese, sorry”. He seemed very nice and modest, a man who is much more comfortable behind the camera. “I want to introduce Claudio Simonetti, who made the soundtracks for many of my movies… a great artist”. The audience cheered him and he just waved at us and said, jokingly: “Thank you, Portugal!” Then he was off. It was worth the price of admission to see the master.

Dorminsky introduced Simonetti who speaks Portuguese with a Brazillian accent since, as he explained, “I was born in Sao Paulo, Brazil, and lived there until I was 12”. Claudio Simonetti and Daemonia played all the themes from Argento’s movies, even «Mater Tenebrarum» from Inferno: “This is from the great Keith Emerson.” They played Demoni, Phenomena (2 times) Opera, Tenebre, Profondo Rosso, Suspiria, Sleepless and also a piece by Bach: “A lot of classical pieces could be used as themes for horror movies”, he said. Also interesting was a medley of Halloween and «Tubular Bells» from The Exorcist!

It was a great evening. I was hoping to see Argento at the end, unfortunately it didn’t happen. Maybe next time he’ll sign my DVD of Suspiria

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